O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou solidariedade ao presidenciável Renan Santos (Missão) após decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu as redes sociais do candidato e o proibiu de realizar campanha digital, receber recursos do Fundo Eleitoral e participar de debates.
Em conversa com jornalistas durante visita às obras do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste da capital paulista, na terça-feira (1º/9), Tarcísio afirmou que, apesar de Renan ser adversário e crítico de Flávio Bolsonaro (PL), de quem o governador é aliado, o candidato do Missão «merece ter espaço e fazer campanha».
«Manifestar minha solidariedade ao Renan Santos», disse Tarcísio. «Não faz sentido. A gente está vindo para uma eleição presidencial e coloca as coisas em pratos desiguais. Eu faço voto de que essa decisão possa ser revista no plenário, revista rapidamente, para não prejudicar um candidato», acrescentou.
O governador defendeu a «paridade de armas» como princípio democrático. «A questão não é ser crítico, ser favorável. É uma questão de justiça, de democracia, de dar paridade de armas para ele poder realmente se manifestar. O fato de ele ser crítico não significa que ele não possa se manifestar e que ele não tenha o direito de fazer campanha», afirmou.
Na mesma ocasião, Tarcísio classificou como graves as informações sobre um contrato entre o escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o Banco Master. O governador pediu apuração rigorosa do caso. «Entendo que isso tem que ser investigado. Existem inquéritos, como o que está com o ministro André Mendonça. E tudo isso tem que ser passado a limpo, tem que ficar às claras», disse.
Conforme publicado pelo Metrópoles, o contrato firmado entre o banco de Daniel Vorcaro e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório da esposa de Moraes defendesse a instituição financeira em inquéritos na Polícia Federal. O acordo, que previa o pagamento de 36 parcelas de R$ 3 milhões, tinha como escopo a «consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade».
A decisão do TSE contra Renan Santos também foi alvo de críticas de outros políticos. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), por sua vez, proibiu a Prefeitura de São Paulo de realizar propaganda para o governador Tarcísio de Freitas ou em peças institucionais.
O caso reacende o debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral em períodos de campanha. Tarcísio defendeu que a decisão seja revista rapidamente pelo plenário do TSE para não prejudicar o candidato. «Tudo o que a gente espera como sociedade é uma apuração rigorosa», concluiu o governador.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tarcisio-pede-revisao-de-decisao-de-toffoli-contra-renan-santos

