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São Paulo

Kassab classifica como fantasiosas acusações de propina em delação de ex-banqueiro

Gilberto Kassab nega envolvimento em suposto esquema de propina relatado por Daniel Vorcaro em delação premiada rejeitada pela terceira vez.

Foto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
3 de setembro de 202619:04
Atualizado agora há pouco às 22:04

O vice-presidente do PSD e ex-secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, negou nesta quinta-feira (3/9) as acusações atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em uma proposta de delação premiada. Segundo o relato, doações de campanha feitas em 2022 teriam sido, na verdade, pagamentos de propina para garantir a permanência do programa Credcesta no governo paulista.

A informação foi divulgada pelo UOL. De acordo com a delação, R$ 5 milhões foram doados às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas naquele ano, sendo R$ 3 milhões para o então presidente e R$ 2 milhões para o atual governador de São Paulo. O suposto acordo envolveria a manutenção do Credcesta, e Kassab seria um dos intermediários.

Em resposta, Kassab afirmou que nunca teve qualquer relação com Vorcaro e que as acusações não correspondem à realidade. «Eu nunca tive nenhuma relação com o Vorcaro, e muito menos com doação para a campanha vinculada a eles. Portanto, que se apure. Vocês vão ver que é fantasioso, isso não existe», declarou.

O ex-secretário também negou ter discutido a continuidade do Credcesta com integrantes do governo Tarcísio. Quando questionado se havia conversado sobre o assunto com alguém, respondeu: «Nunca, em nenhum momento, com ninguém».

As doações foram feitas oficialmente por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que na ocasião foi o maior doador individual das campanhas de Bolsonaro e Tarcísio. Zettel também é investigado em outros casos, como o que envolve o Banco Master e a Operação Compliance Zero.

Na versão apresentada na delação, os valores teriam sido uma «contrapartida financeira» para que o Credcesta, um programa de crédito consignado, continuasse operando no estado. A negociação teria ocorrido com a participação de Kassab, que na época ocupava o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais.

Entretanto, a proposta de colaboração de Vorcaro foi rejeitada pelas autoridades pela terceira vez. A justificativa para a recusa foi a ausência de fatos novos que pudessem contribuir com as investigações em andamento.

Kassab, que hoje atua como vice-presidente da chapa de Ronaldo Caiado para a presidência, reforçou que as acusações são infundadas e que está à disposição das autoridades para esclarecimentos. Ele pediu que as apurações sejam feitas e afirmou que a verdade virá à tona.

O caso segue em análise, mas até o momento não há indícios concretos que liguem Kassab às supostas irregularidades. A defesa do ex-banqueiro não se manifestou sobre o conteúdo da delação rejeitada.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/e-fantasioso-kassab-nega-acusacao-de-propina-feita-por-vorcaro

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