A Polícia Militar de São Paulo utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes contrários ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) que se aproximava da Avenida Paulista, onde estava marcado um ato de campanha na tarde deste sábado (7). Vídeos obtidos pela reportagem mostram pessoas correndo em meio à fumaça no local.
O episódio ocorreu por volta das 13h, quando os manifestantes seguravam cartazes com críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). As imagens, registradas por participantes e testemunhas, mostram o momento em que os policiais lançam o gás para afastar o grupo.
A manifestação na Avenida Paulista foi convocada pelo candidato Flávio Bolsonaro e contou com a presença de apoiadores e aliados políticos. O ato faz parte da agenda de campanha do candidato, que também é apoiado pelo governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Tarcísio convocou apoiadores para o evento, marcado para as 15h. «A gente tem que fazer um grande movimento lá e uma festa, sobretudo do verde e amarelo. Isso é que é bacana. Uma festa da direita, uma festa da família», declarou o governador.
Além de Flávio Bolsonaro, o ato contou com a presença de candidatos ao Senado, como Guilherme Derrite (PP), Gustavo Gayer (PL) e André do Prado (PL), além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Julia Zanatta (PL), candidatos à reeleição.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que havia confirmado presença, cancelou sua participação no evento. Ela justificou que precisa cuidar do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que não poderia comparecer ao comício do enteado.
Procurada, a Polícia Militar informou que as informações oficiais sobre o episódio ficarão a cargo da Secretaria de Segurança Pública (SSP). A reportagem entrou em contato com a pasta, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.
O uso de gás lacrimogêneo em manifestações políticas tem gerado debate sobre os limites da atuação policial em eventos de campanha. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam a necessidade de equilíbrio entre a garantia da ordem e o direito à manifestação.
A Avenida Paulista, palco tradicional de manifestações políticas, foi isolada para o ato, que reuniu milhares de pessoas ao longo da tarde. A Polícia Militar não divulgou balanço oficial sobre o número de participantes ou ocorrências registradas.
O caso ocorre em meio à intensa disputa eleitoral, com a campanha de Flávio Bolsonaro buscando consolidar o apoio da direita no estado. A oposição, por sua vez, promete manter os protestos contra o governo estadual e o candidato.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-usa-gas-de-pimenta-contra-manifestantes-na-regiao-da-av-paulista

