A 28ª Bienal do Livro de São Paulo, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro em um pavilhão de exposições na zona sul da capital paulista, ganhou repercussão negativa nas redes sociais. Um dos homens contratados pela editora Fruto Proibido para representar personagens de livros de dark romance, usando uma máscara inspirada no personagem Ghostface, foi alvo de uma série de relatos publicados por internautas.
As publicações descrevem abordagens de caráter sensual durante as interações com o mascarado no estande da editora. Vídeos e comentários começaram a circular após o evento, e a situação se agravou quando o rosto do homem foi identificado e compartilhado nas plataformas digitais.
A partir daí, outras pessoas afirmaram reconhecê-lo e passaram a relatar supostas experiências ocorridas fora da Bienal. Entre as alegações, há menções a conversas com adolescentes e a interações de natureza sexual, mas nenhuma confirmação oficial foi divulgada até o momento.
Uma das publicações conta que a autora teria sido abordada pelo homem durante o próprio evento. Segundo ela, ele a convidou para gravar um vídeo e, durante a gravação, teria encostado nela contra uma parede, fazendo a filmagem de forma sensual. A mulher afirma que levou a situação na brincadeira na hora, mas depois descobriu que ele manteria um grupo no WhatsApp com adolescentes, que interagiam com a persona criada por ele.
Outra pessoa relatou ter conhecido o homem em um clube de leitura de dark romance no início de 2025. De acordo com o depoimento, ele ajudava na divulgação do grupo e interagia com os participantes. Algumas dessas interações teriam ocorrido de forma virtual, com troca de mensagens consideradas inadequadas.
A editora Fruto Proibido, responsável pela contratação dos mascarados, ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. O Metrópoles tentou contato com a empresa e com a organização da Bienal, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Especialistas ouvidos por veículos locais reforçam que relatos como esses precisam ser investigados pelas autoridades competentes. A recomendação é que eventuais vítimas procurem a polícia para registro de boletim de ocorrência, já que as redes sociais não substituem os canais oficiais de denúncia.
A Bienal do Livro de São Paulo é um dos maiores eventos literários do país e costuma atrair milhares de visitantes. A ação com os mascarados, promovida pela editora para divulgar obras do gênero dark romance, tinha como objetivo criar experiências imersivas para o público, mas acabou gerando controvérsia e levantando debates sobre limites e segurança em eventos culturais.
Até o fechamento desta reportagem, não havia informações sobre a abertura de inquérito policial ou medidas judiciais relacionadas ao caso. A editora e a organização da Bienal seguem sem se pronunciar oficialmente, enquanto as publicações continuam circulando e mobilizando opiniões nas redes sociais.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ghostface-acao-com-homens-mascarados-na-bienal-gera-polemica-nas-redes

