Durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, um homem que utilizava uma máscara inspirada no personagem Ghostface passou a ser citado nas redes sociais após a publicação de relatos sobre supostas abordagens de cunho sexual e interações consideradas inadequadas.
A presença do homem ocorreu nas proximidades do estande da Editora Fruto Proibido durante o evento. Em esclarecimento divulgado posteriormente, a editora afirmou que não contratou, convidou, remunerou ou autorizou, formal ou informalmente, a pessoa a atuar mascarada em seu estande. Segundo a empresa, a aproximação ocorreu de maneira espontânea e sem qualquer vínculo contratual ou de prestação de serviço com a editora.
Após o encerramento da Bienal, vídeos, comentários e relatos passaram a circular nas redes sociais. Em algumas publicações, internautas afirmaram ter tido contato com o homem durante o evento e relataram situações que consideraram inadequadas.
Uma das autoras dos relatos afirmou que teria sido abordada pelo homem durante a Bienal para participar de uma gravação. Segundo seu depoimento, durante a filmagem ele teria encostado nela contra uma parede e conduzido a interação de maneira sensual. A autora também relatou posteriormente ter tomado conhecimento de supostas interações do homem com adolescentes por meio de um grupo de WhatsApp.
Outro relato menciona um contato anterior com o indivíduo em um clube de leitura relacionado ao gênero dark romance. Conforme a publicação, algumas interações teriam ocorrido também de maneira virtual e incluiriam mensagens que a pessoa considerou inadequadas.
Até o momento, os episódios relatados nas redes sociais não foram apresentados nesta reportagem como fatos comprovados. São depoimentos atribuídos às pessoas que os divulgaram e que poderão ser objeto de apuração pelas autoridades competentes.
A Editora Fruto Proibido afirmou ainda que não tinha conhecimento prévio das condutas atribuídas ao homem e que não possui vínculo, participação, conivência ou conhecimento sobre eventuais atividades realizadas por ele fora do contexto do evento.
A empresa também informou que apoia a apuração dos relatos pelas autoridades competentes e reforçou que a conduta eventualmente atribuída ao indivíduo deve ser analisada de forma independente, sem associação automática à editora.
Diante da circulação das denúncias nas redes sociais, especialistas recomendam que pessoas que tenham sido vítimas de eventual conduta ilícita procurem os canais oficiais de denúncia e as autoridades policiais, para que os fatos possam ser formalmente registrados e investigados.
Até o fechamento desta reportagem, não havia informação confirmada sobre eventual abertura de inquérito policial ou sobre medidas judiciais relacionadas aos relatos.
A organização da Bienal e as demais partes eventualmente envolvidas poderão se manifestar caso novas informações oficiais sejam divulgadas.

