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Homem mascarado da Bienal do Livro vira alvo de relatos sobre abordagens inadequadas

Homem mascarado da Bienal do Livro é citado em relatos sobre supostas abordagens inadequadas

Após ter o rosto identificado nas redes, um dos mascarados passou a ser citado em relatos de supostas abordagens de cunho sexual feitasFoto: Reprodução/Redes sociais
Raphael Nogueira Felix
8 de setembro de 202619:55
Atualizado 09 de set. de 2026 às 15:21

Durante a 28ª Bienal do Livro de São Paulo, realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, um homem que utilizava uma máscara inspirada no personagem Ghostface passou a ser citado nas redes sociais após a publicação de relatos sobre supostas abordagens de cunho sexual e interações consideradas inadequadas.

A presença do homem ocorreu nas proximidades do estande da Editora Fruto Proibido durante o evento. Em esclarecimento divulgado posteriormente, a editora afirmou que não contratou, convidou, remunerou ou autorizou, formal ou informalmente, a pessoa a atuar mascarada em seu estande. Segundo a empresa, a aproximação ocorreu de maneira espontânea e sem qualquer vínculo contratual ou de prestação de serviço com a editora.

Após o encerramento da Bienal, vídeos, comentários e relatos passaram a circular nas redes sociais. Em algumas publicações, internautas afirmaram ter tido contato com o homem durante o evento e relataram situações que consideraram inadequadas.

Uma das autoras dos relatos afirmou que teria sido abordada pelo homem durante a Bienal para participar de uma gravação. Segundo seu depoimento, durante a filmagem ele teria encostado nela contra uma parede e conduzido a interação de maneira sensual. A autora também relatou posteriormente ter tomado conhecimento de supostas interações do homem com adolescentes por meio de um grupo de WhatsApp.

Outro relato menciona um contato anterior com o indivíduo em um clube de leitura relacionado ao gênero dark romance. Conforme a publicação, algumas interações teriam ocorrido também de maneira virtual e incluiriam mensagens que a pessoa considerou inadequadas.

Até o momento, os episódios relatados nas redes sociais não foram apresentados nesta reportagem como fatos comprovados. São depoimentos atribuídos às pessoas que os divulgaram e que poderão ser objeto de apuração pelas autoridades competentes.

A Editora Fruto Proibido afirmou ainda que não tinha conhecimento prévio das condutas atribuídas ao homem e que não possui vínculo, participação, conivência ou conhecimento sobre eventuais atividades realizadas por ele fora do contexto do evento.

A empresa também informou que apoia a apuração dos relatos pelas autoridades competentes e reforçou que a conduta eventualmente atribuída ao indivíduo deve ser analisada de forma independente, sem associação automática à editora.

Diante da circulação das denúncias nas redes sociais, especialistas recomendam que pessoas que tenham sido vítimas de eventual conduta ilícita procurem os canais oficiais de denúncia e as autoridades policiais, para que os fatos possam ser formalmente registrados e investigados.

Até o fechamento desta reportagem, não havia informação confirmada sobre eventual abertura de inquérito policial ou sobre medidas judiciais relacionadas aos relatos.

A organização da Bienal e as demais partes eventualmente envolvidas poderão se manifestar caso novas informações oficiais sejam divulgadas.

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