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São Paulo

Ex-vereador Milton Leite não se apresenta à polícia e permanece foragido após operação

Mandado de prisão segue em aberto após ação que investiga infiltração do PCC no transporte público de São Paulo; ex-presidente da Câmara havia prometido se entregar em 24 horas.

Foto: Lucas Bassi/Rede Câmara
Raphael Nogueira Felix
18 de setembro de 202607:25
Atualizado agora há pouco às 10:25

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, continua sendo procurado pela polícia depois de não se apresentar dentro do prazo que ele mesmo havia estabelecido. Ele é um dos alvos de uma operação deflagrada na quinta-feira (17/9) que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

Poucas horas após o início da ação, Leite afirmou à imprensa que se apresentaria em até 24 horas. «Eu vou me apresentar, eu pedi 24 horas para poder me apresentar. Não estou me escondendo não», declarou na ocasião. O prazo, no entanto, transcorreu sem que ele se entregasse, e o mandado de prisão temporária segue em aberto.

Em contato com a reportagem, o ex-vereador argumentou que não estava foragido e que viajava ao interior paulista para acompanhar a campanha do filho, Milton Leite Filho (União), candidato à Câmara dos Deputados. A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de envolvimento no esquema.

Até o momento, 10 pessoas foram presas pela Polícia Civil, enquanto outras seis são procuradas. Segundo o delegado Fabricio Intelizano, os detidos ficarão presos por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais 30. As investigações prosseguem para apurar a participação de cada suspeito.

Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira também está entre os alvos e foi preso na quinta-feira. Outros 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital, no interior e no litoral paulista.

As apurações indicam que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam, em tese, controladas pela facção criminosa. De acordo com as autoridades, essa infiltração ocorreria por meio de uma estrutura organizada que combina empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.

A defesa de Levi dos Santos Oliveira afirmou que foi surpreendida com a notícia da prisão e que aguarda acesso aos autos para adotar as medidas cabíveis.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo declarou que a intervenção determinada na empresa Transwolff, em abril de 2024, foi uma medida para proteger o sistema municipal de transporte. Na mesma ocasião, a administração determinou a intervenção na UPBus, mesmo sem solicitação da Justiça.

A gestão municipal afirma que sempre agiu com rigor, inclusive encerrando contrato para preservar o interesse público e garantir que a população não fosse prejudicada. A prefeitura informou ainda que abriu processo pela Controladoria-Geral do Município contra as empresas envolvidas.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/milton-leite-segue-foragido-operacao

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