A Ponte das Bandeiras, uma das principais ligações entre a região de Santana e o centro de São Paulo, apresenta sinais de deterioração pouco mais de dois anos após a conclusão de uma reforma avaliada em R$ 68 milhões. A estrutura integra o Corredor Norte-Sul e recebe diariamente um volume significativo de veículos.
De acordo com relatos e imagens obtidas pela reportagem, a ponte exibe rachaduras, acúmulo de sujeira, pichações e indícios de desmoronamento na escadaria de uma das cabeceiras. A situação contrasta com o investimento público realizado na obra, entregue em março de 2024.
A reforma, segundo a Prefeitura de São Paulo, teve como foco a estabilidade da estrutura, a recuperação do pavimento e o rebaixamento das pistas da Marginal. O custo total informado foi de R$ 68,1 milhões.
Além dos problemas de conservação, o interior da estrutura tem sido utilizado como abrigo por pessoas em situação de rua. No local, é possível observar fios soltos, móveis e entulho, o que, segundo especialistas, representa risco de incêndio e de acidentes.
A presença de moradores em situação de vulnerabilidade dentro da ponte levanta preocupações quanto à segurança e à falta de assistência adequada. A reportagem não localizou informações sobre o número exato de pessoas que ocupam o espaço.
Procurada, a Prefeitura de São Paulo informou que órgãos municipais realizam vistorias periódicas, ações de limpeza e monitoramento social no local. A gestão não detalhou prazos para novas intervenções estruturais.
A Ponte das Bandeiras é um equipamento urbano estratégico para a mobilidade da capital paulista, e sua conservação impacta diretamente o trânsito e a segurança de quem passa pela região.
O abandono aparente da estrutura, dois anos após a entrega da obra, levanta questionamentos sobre a efetividade da manutenção de grandes investimentos públicos. Especialistas em infraestrutura ressaltam que reformas dessa magnitude exigem acompanhamento contínuo para evitar a degradação precoce.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura para obter mais detalhes sobre as medidas adotadas e sobre a destinação das pessoas que ocupam o interior da ponte, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/suja-e-depredada-ponte-das-bandeiras-enfrenta-abandono-2-anos-apos-obras

