Um escritório político que seria ligado ao ex-vereador Milton Leite, preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta, foi invadido por criminosos na noite do último domingo (20/9), em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. Documentos e um DVR — equipamento que armazena imagens de câmeras de segurança — foram levados do imóvel.
De acordo com a Polícia Militar, a invasão ocorreu na Rua General Bráulio Guimarães, nas proximidades do número 307. Uma moradora da região percebeu movimentação suspeita no portão do escritório e acionou a corporação. Quando os policiais chegaram, os suspeitos já haviam fugido e o local estava revirado.
Durante a vistoria no imóvel, os agentes localizaram um celular, um chip e cerca de R$ 19 mil em dinheiro, além de diversos documentos. O material apreendido foi encaminhado às autoridades, que agora analisam o conteúdo para tentar identificar os responsáveis pela invasão.
O advogado que defende o ex-vereador informou ao portal Metrópoles que o imóvel pertence a um construtor que mantém relação com Milton Leite. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
O caso foi registrado no 11º Distrito Policial (DP), em Santo Amaro, e segue sob investigação. A Polícia Civil apura as circunstâncias da invasão e busca imagens de câmeras de segurança da região que possam auxiliar na identificação dos criminosos.
Milton Leite está preso desde a última sexta-feira (18/9) na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele é um dos alvos da Operação Vectura Corrupta, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista.
No sábado (19/9), o ex-vereador passou mal antes de uma audiência de custódia e foi levado de ambulância ao Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. Segundo a defesa, ele teve um pico de pressão. Após passar por exames e permanecer em observação, Milton Leite foi encaminhado de volta ao local onde cumpre a prisão temporária.
A Operação Vectura Corrupta é conduzida pela Polícia Civil e apura possíveis ligações entre agentes públicos e a facção criminosa no sistema de transporte municipal. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a relação entre o escritório invadido e a investigação em curso.
As autoridades orientam que qualquer informação sobre a invasão seja comunicada ao 11º DP ou por meio dos canais de denúncia da Polícia Civil. O sigilo das apurações é mantido para não comprometer o trabalho investigativo.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/documentos-furtados-escritorio-milton-leite

