Uma corretora de imóveis de 43 anos foi morta a tiros na manhã desta quinta-feira (24/9) dentro de um táxi em uma estrada rural de Itapira, no interior de São Paulo. A vítima, identificada como Fabiola Fernandes Araújo, seguia para uma propriedade que iria mostrar a um possível comprador quando foi surpreendida pelos disparos.
De acordo com a Polícia Civil, dois homens em uma motocicleta abordaram o veículo, roubaram a bolsa da corretora e atiraram contra ela antes de fugir. O taxista não foi atingido. O crime ocorreu durante o trajeto entre Águas de Lindóia, cidade onde Fabiola atuava, e o município vizinho de Itapira.
A polícia apura duas principais linhas de investigação. Uma delas busca entender se a negociação do terreno pode ter relação com o assassinato. A outra hipótese é a de que a morte tenha sido um crime encomendado. Até o momento, ninguém foi preso.
Nas redes sociais, amigos e colegas de profissão lamentaram a morte. «Ela era uma profissional dedicada ao trabalho e muito querida por todos», escreveu uma amiga em publicação. As mensagens de pesar se multiplicaram ao longo do dia.
O caso mobilizou as polícias Civil e Militar, que realizam buscas na região para localizar os autores dos disparos. A Corregedoria da Polícia Civil acompanha as investigações para apurar todas as circunstâncias do crime.
A vítima atuava como corretora de imóveis em Águas de Lindóia, município conhecido por suas estâncias hidrominerais, e tinha clientes em cidades próximas. A propriedade que seria apresentada fica em uma área rural de Itapira, a cerca de 30 quilômetros de distância.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso foi registrado como homicídio e latrocínio — roubo seguido de morte — e que as equipes trabalham com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.
O táxi em que a corretora estava foi periciado e passará por análise da Polícia Técnico-Científica. A bolsa roubada pelos criminosos pode conter pistas que ajudem a identificar os suspeitos, segundo fontes ligadas à investigação.
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja comunicada por meio do Disque Denúncia (181) ou diretamente às delegacias da região. O sigilo do denunciante é garantido.
O caso segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades conforme as investigações avançarem. A reportagem tentou contato com a defesa dos envolvidos, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/corretora-morta-trajeto-mostrar-terreno

