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São Paulo

Haddad propõe agência antifacção com Receita e PF para combater o crime organizado em SP

Candidato ao governo de São Paulo defendeu a criação de uma agência integrada após nova fase da Operação Crédito Oculto, que investiga lavagem de dinheiro.

Foto: Malu Lopes/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
24 de setembro de 202614:44
Atualizado agora há pouco às 17:44

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu nesta quinta-feira (24) a criação de uma agência antifacção com o apoio da Receita Federal e da Polícia Federal. A declaração foi dada após o Ministério Público de São Paulo deflagrar a Operação Crédito Oculto, que apura um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a compra de uma distribuidora de combustíveis.

Segundo o candidato, a nova fase da operação revelou conexões entre um fundo de investimento que, no mesmo ambiente, movimentava recursos de facções criminosas e de um banco investigado. «Essa fase é muito interessante porque ela pegou um fundo que, no mesmo ambiente, lidava com dinheiro do PCC e do Master», afirmou Haddad durante sabatina promovida pelo portal Metrópoles.

Haddad destacou que a cooperação entre as forças de segurança tem sido fundamental no combate ao crime organizado. «Essa é a prova de que nós precisamos mirar na experiência que deu certo. É a maior ação contra o crime organizado da nossa história, e está na terceira fase, são bilhões e bilhões resgatados», declarou.

O petista prometeu que, se eleito, vai instalar a agência antifacção em seu gabinete, com a participação direta da Receita Federal e da Polícia Federal. «Se eu for governador, eu vou adotar essa agência antifacção, com a presença da Receita Federal e da Polícia Federal, na minha mesa, porque eu quero presidir essa agência», acrescentou.

A Operação Crédito Oculto investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolve o mercado financeiro e a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. A ação foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo com o apoio de outras autoridades estaduais e da Receita Federal.

Durante a sabatina, Haddad também comentou a ausência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em debates e entrevistas. «Eu lamento, porque é sonegado ao eleitor a oportunidade de confrontar propostas», disse. «Acredito que seria uma oportunidade de, tendo só dois candidatos com 90% dos votos, a gente poderia ter uma oportunidade de confrontar ideias», completou.

O candidato ressaltou que a participação em debates e sabatinas é essencial para a qualidade da democracia. «Eu tenho a tradição de participar de todos os debates, entrevistas, sabatinas, e acredito que isso é o que promove a qualidade da democracia», afirmou.

Haddad é ex-ministro da Fazenda e disputa o governo paulista pela segunda vez. Na sabatina, ele respondeu a perguntas sobre propostas para o estado, o cenário eleitoral e os principais temas da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (23) mostra o governador Tarcísio de Freitas com 44% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Haddad aparece com 27%, mesmo percentual da pesquisa anterior. O levantamento indica vantagem do atual governador na corrida eleitoral.

A sabatina teve duração de 50 minutos e foi transmitida ao vivo pelo canal do Metrópoles no YouTube. O evento faz parte de uma série de entrevistas com candidatos ao governo de São Paulo.

Haddad defende agência antifacção ao comentar nova fase da Carbono Oculto - destaque galeria
Haddad defende agência antifacção ao comentar nova fase da Carbono Oculto - destaque galeria

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-defende-agencia-antifaccao-ao-comentar-nova-fase-da-carbono-oculto

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