UrgenteMorte de oficial da Marinha na USP: médica do HU não atesta óbito e caso é investigado
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São Paulo

Morte de oficial da Marinha na USP: médica do HU não atesta óbito e caso é investigado

Segundo-tenente Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada desfalecida em alojamento no Centro Tecnológico da USP; Polícia Civil registrou morte suspeita e apuração envolve PF e Marinha.

Médica do HU se recusou a atestar óbito de oficial da Marinha morta na USPFoto: Reprodução/Redes sociais
Raphael Nogueira Felix
25 de setembro de 202610:44
Atualizado agora há pouco às 13:44

A morte da segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, ocorrida na noite de quinta-feira (24/9), gerou desdobramentos institucionais e investigativos após uma médica do Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP) se recusar a atestar o óbito da militar. Segundo a profissional, Beatriz já estava sem vida quando chegou à unidade de saúde.

De acordo com a Marinha, a oficial foi encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da instituição, localizado dentro do campus da USP, no Butantã, zona oeste da capital paulista. Uma equipe médica da corporação teria ido imediatamente ao local e encaminhado Beatriz ao HU, a poucos metros do centro de pesquisas, onde a morte foi constatada.

O registro das autoridades de São Paulo, no entanto, aponta que a Polícia Militar (PM) foi acionada para comparecer ao hospital após a recusa da médica em emitir o atestado de óbito. A PM informou ainda que a militar foi levada ao HU por uma médica da Marinha e que os agentes identificaram que a vítima já teria falecido há algum tempo.

O documento policial também menciona a possibilidade de fraude processual, uma vez que o corpo de Beatriz pode ter sido removido do local dos fatos antes da realização da perícia. A ocorrência foi apresentada no 7º Distrito Policial (Lapa) e registrada como morte suspeita.

Como os fatos ocorreram no interior de uma instalação militar, a investigação e as demais providências ficarão a cargo da Polícia Federal e da Marinha, segundo informou a Polícia Civil. A corporação declarou que as causas e circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades competentes.

Em nota, a Marinha do Brasil manifestou condolências e informou que presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares de Beatriz. A oficial era segundo-tenente e atuava como engenheira mecânica no centro de pesquisas da Marinha na USP. Ela vivia na região do Alto Tietê, na Grande São Paulo, e, em suas redes sociais, há registro de que se casou recentemente, em março deste ano.

A reportagem procurou o Hospital Universitário da USP para obter posicionamento sobre a recusa da médica em atestar o óbito e aguarda retorno. O caso segue sob apuração e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades responsáveis.

A morte da oficial reacende discussões sobre protocolos de atendimento e registro de óbitos em unidades hospitalares universitárias, além de levantar questionamentos sobre a atuação de equipes militares em ocorrências dentro de instalações da USP.

A Marinha reforçou que colabora com as investigações e que não há, até o momento, conclusão sobre as causas do falecimento. A Polícia Federal deve conduzir as apurações por se tratar de área sob jurisdição militar.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/medica-recusou-obito-oficial-marinha

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