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Família busca haitiana desaparecida após saída de hospital na zona leste de São Paulo

Rose Prussien, de 50 anos, deixou o Hospital Municipal Prof. Waldomiro de Paula, em Itaquera, no dia 4 de agosto; família cobra respostas e prepara ação judicial.

Imagem colorida de anúncio de mulher haitiana desaparecida após sumir de hospital de SP. Imagem cedida ao Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
27 de setembro de 202603:10
Atualizado agora há pouco às 06:10

A comunidade haitiana em São Paulo mobiliza esforços para localizar Rose Prussien, de 50 anos, que desapareceu após ser atendida no Hospital Municipal Prof. Waldomiro de Paula, em Itaquera, na zona leste da capital paulista. Ela deu entrada na unidade na noite de 4 de agosto, levada por ambulância do SAMU, e desde então não foi mais vista pelos familiares.

Segundo relatos do irmão, Rigaud Thelusma, Rose apresentava um quadro de agitação psicomotora e quebrava objetos dentro de casa antes de ser conduzida ao hospital. Ela estaria há cerca de uma semana sem se alimentar adequadamente e vinha se mantendo retraída. O prontuário médico obtido pela reportagem descreve que a paciente chegou à unidade em estado de agitação psicomotora, com sintomas compatíveis com esquizofrenia.

Ainda de acordo com o familiar, Rose precisou ser novamente internada e ele retornou para casa. No dia seguinte, ao voltar ao hospital para acompanhá-la, foi surpreendido com a informação de que a irmã havia deixado a unidade sem que houvesse comunicação prévia à família. O caso foi registrado em boletim de ocorrência e é acompanhado pela União Social dos Imigrantes Haitianos de São Paulo.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) confirmou que a paciente foi atendida no hospital em 4 de agosto, às 21h35. Em nota, a pasta informou que Rose estava em período de observação quando se evadiu da unidade. A secretaria afirmou que, após a constatação, foram feitas buscas nas dependências do hospital e adotadas as providências cabíveis, incluindo registro de ocorrência interna e boletim de ocorrência policial.

«O Serviço Social acolheu o familiar, comunicou o ocorrido e prestou as orientações necessárias para os procedimentos de localização de pessoa desaparecida. A SMS lamenta o ocorrido, manifesta solidariedade aos familiares e permanece à disposição para colaborar com as autoridades responsáveis», declarou a pasta.

O advogado Alexandre Trevizzano, que acompanha o caso, afirmou que a família pretende ingressar com uma ação contra o hospital e o município. Ele também informou que encaminhou a situação à Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB/SP e buscou contato com amigos no Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar nas buscas por Rose.

Rose Prussien chegou ao Brasil por volta de 2022 e, desde então, passou por internações em razão de episódios semelhantes. A família relata que ela vinha enfrentando dificuldades de saúde mental e que já havia sido atendida outras vezes na rede pública. A ausência de comunicação imediata sobre a saída da paciente é um dos pontos centrais cobrados pelos familiares e pela comunidade haitiana.

O caso reacende discussões sobre protocolos de segurança e acompanhamento de pacientes em situação de vulnerabilidade psíquica em unidades públicas de saúde. Especialistas ouvidos informalmente apontam que a fuga de pacientes em observação é um desafio recorrente, mas que a transparência com os familiares é essencial para evitar desfechos como o desaparecimento prolongado.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Rose Prussien pode procurar a delegacia mais próxima ou entrar em contato com a União Social dos Imigrantes Haitianos de São Paulo. A família pede que qualquer pista seja repassada às autoridades para que as buscas avancem. O caso segue em apuração.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haitiana-desaparecida-hospital-sp

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