O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, chega ao primeiro turno com a missão de reverter o favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e, ao mesmo tempo, preservar um palanque eleitoral consistente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A chapa é completada por Márcio França (PSB) como vice, enquanto as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) disputam vagas ao Senado.
Pesquisa Datafolha divulgada na reta final aponta 56% dos votos válidos para Tarcísio e 37% para Haddad, cenário que impõe ao petista a necessidade de conquistar eleitores indecisos e ampliar a vantagem entre os que ainda não definiram o voto. A campanha aposta na discussão de temas do cotidiano para reduzir a rejeição ao PT, especialmente no interior paulista.
Entre as estratégias adotadas estão a priorização da segurança pública e as críticas a privatizações realizadas no estado, como a da Sabesp. Haddad tem insistido que segurança, saúde e educação precisam de uma nova abordagem, tentando aproximar seu discurso das demandas locais e se descolar da imagem nacional do partido.
A composição da chapa reflete a tentativa de aglutinar forças políticas que integraram o terceiro mandato de Lula. França, Tebet e Marina ocuparam diferentes pastas no governo federal e agora são acionados para reforçar a campanha no estado, tanto na capital quanto no interior.
Em 2022, Haddad levou a disputa ao segundo turno e obteve 44,73% dos votos, vencendo na capital paulista. A meta agora é superar esse desempenho e garantir que o palanque de Lula em São Paulo permaneça forte, independentemente do resultado do primeiro turno.
Durante caminhada em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o candidato afirmou que a campanha cumpriu seu papel de expor vulnerabilidades do governo estadual. «A campanha conseguiu mostrar essa necessidade, mas o eleitor é quem comanda», declarou Haddad, acrescentando que a segurança, a saúde e a educação precisam de um novo caminho.
Haddad também afirmou, em sabatina, que uma eventual vitória de Tarcísio no primeiro turno não impactaria o palanque do presidente Lula. A declaração busca minimizar o efeito de pesquisas que apontam vantagem do adversário e manter a mobilização da militância até a votação.
A reta final é marcada por apostas em atos com presidenciáveis e na nacionalização do debate. Tarcísio e Haddad protagonizaram embate com temas federais às vésperas do primeiro turno, enquanto o petista criticou o que chamou de sumiço do adversário em debates e a distribuição desigual de tempo de TV.
Com o eleitorado indeciso ainda relevante, a campanha de Haddad concentra esforços em visitas a regiões estratégicas e na divulgação de propostas para problemas locais. A expectativa é de que o resultado das urnas confirme ou não a eficácia da estratégia adotada pelo petista.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-chega-ao-1o-turno-com-desafio-de-manter-palanque-para-lula-em-sp

