A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) contará com nove mandatos LGBTQIA+ a partir de 2027, o que representa um crescimento de 50% em relação aos seis registrados na legislatura iniciada em 2023. O levantamento considera tanto candidaturas individuais de pessoas que se identificam como parte da comunidade quanto mandatos coletivos que incluem integrantes LGBTQIA+ entre seus representantes.
Do total, sete cadeiras foram conquistadas por candidatos que se identificam individualmente como LGBTQIA+, enquanto outras duas são ocupadas por mandatos coletivos, modelo em que um único assento é compartilhado por um grupo de pessoas. Nesses casos, há integrantes da comunidade entre os codeputados que participam da rotina parlamentar.
Entre os nomes que seguem na Assembleia estão Ediane Maria (PSol) e Thainara Faria (PT), que já integravam a lista de parlamentares eleitos em 2022 e conseguiram renovar seus mandatos. Outros nomes citados na composição são Sofia Favero, Duda Hidalgo, Douglas Garcia, Thammy Miranda e Keit Lima.
O cenário anterior, formado após as eleições de 2022, reunia quatro parlamentares eleitos individualmente — Ediane Maria, Thainara Faria, Leci Brandão (PCdoB) e Guilherme Cortez (PSol) —, além de dois mandatos coletivos do PSol. Naquele pleito, a Alesp somou seis cadeiras classificadas como LGBTQIA+.
Na eleição deste ano, Guilherme Cortez deixou a disputa estadual para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, onde foi eleito. Já Leci Brandão não conseguiu renovar o mandato na Assembleia paulista. As duas saídas foram compensadas pela entrada de novos nomes e pela manutenção de parte da bancada anterior.
O avanço na representação ocorre em um contexto de maior visibilidade de candidaturas da comunidade em pleitos estaduais e federais, com a multiplicação de mandatos coletivos como formato alternativo de organização política. Esse modelo permite que diferentes grupos dividam a atuação legislativa e ampliem a participação em debates específicos.
A presença de parlamentares LGBTQIA+ na Alesp pode influenciar a pauta de comissões e a tramitação de projetos relacionados a direitos civis, ainda que o impacto concreto dependa da correlação de forças dentro da Casa e do apoio de outras bancadas.
A nova composição toma posse em 2027 e deve definir suas prioridades ao longo do primeiro ano de trabalho. A Assembleia Legislativa de São Paulo é responsável por votar o orçamento estadual, fiscalizar o Executivo e analisar projetos de lei que afetam diretamente os municípios paulistas.
Procurada, a Alesp não havia se manifestado até a publicação desta reportagem sobre a composição detalhada dos novos mandatos. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/alesp-tem-crescimento-de-50-de-parlamentares-lgbt-eleitos-em-2026

