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São Paulo

Boulos lamenta morte de tio atropelado em São Paulo e fala em violência inexplicável

Carlos Boulos, tio do ministro Guilherme Boulos, morreu após ser atropelado na Avenida 23 de Maio; motorista foi indiciado por homicídio doloso, mas não pode ser preso devido à legislação eleitoral.

Boulos cobra transparência de verbas repassadas pelo ministro da Saúde. DANILO M. YOSHIOKA/METRÓPOLES @danilomartinsyoshioka
Raphael Nogueira Felix
6 de outubro de 202619:35
Atualizado agora há pouco às 22:35

O ministro-chefe licenciado da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol), utilizou as redes sociais para se manifestar sobre a morte de seu tio, Carlos Boulos, atropelado na Avenida 23 de Maio, na região central de São Paulo, na segunda-feira (5/10). Em publicação, o político afirmou que o parente foi «vítima de uma violência humanamente inexplicável».

«Meu tio Carlos era uma das pessoas mais generosas com quem convivi. Uma alma única. É desolador o que ocorreu. Partiu vítima de uma violência humanamente inexplicável. Vá em paz, meu velho! Te amamos muito!», escreveu Boulos em sua conta oficial.

O motorista envolvido no atropelamento foi indiciado por homicídio doloso, conforme informado pela Polícia Civil. Inicialmente, o caso havia sido registrado como tentativa de homicídio, mas a natureza da ocorrência foi alterada após a confirmação do óbito de Carlos Boulos.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o cirurgião-dentista e o condutor de outro veículo se desentenderam após uma batida de trânsito na noite de sábado. O idoso teria descido de sua caminhonete para conversar com o outro motorista quando foi atropelado. O suspeito fugiu em alta velocidade, e Boulos foi socorrido e levado ao hospital, onde não resistiu.

O condutor prestou depoimento à Polícia Civil e permanece em liberdade. Ele se apresentou espontaneamente após o período de flagrante. Além disso, as autoridades aplicaram o artigo 236 do Código Eleitoral, que impede a prisão de eleitores nos cinco dias que antecedem e nas 48 horas seguintes ao encerramento da eleição, salvo em situações específicas, como flagrante delito ou desrespeito a salvo-conduto. Com isso, o indiciado só poderia ser detido a partir das 17h desta terça-feira (6/10).

Imagens da ocorrência auxiliaram na identificação das placas do veículo utilizado pelo suspeito. O irmão do cirurgião-dentista e pai de Guilherme Boulos, Marcos Boulos, compareceu ao 14º Distrito Policial (DP) para comunicar oficialmente o óbito à Polícia Civil.

A mudança na classificação do caso, de tentativa para homicídio consumado, foi motivada pela morte da vítima. As investigações prosseguem para apurar as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do motorista.

A reportagem procurou a defesa do indiciado e o Ministério Público para eventuais manifestações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para atualizações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/partiu-vitima-de-uma-violencia-diz-boulos-sobre-morte-de-tio-atropelado

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