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São Paulo

Deputados estaduais de SP declaram patrimônios que vão de R$ 256,31 a R$ 51 milhões à Justiça Eleitoral

Levantamento do Divulgacand mostra disparidade entre os bens declarados pelos eleitos para a Alesp; quatro parlamentares não registraram nenhum bem.

Foto: Divulgação/ALESP
Raphael Nogueira Felix
7 de outubro de 202610:33
Atualizado agora há pouco às 13:33

Os deputados estaduais eleitos para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) declararam à Justiça Eleitoral patrimônios que variam de R$ 256,31 a R$ 51 milhões, segundo dados do Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A lista revela uma diferença expressiva entre os bens informados pelos parlamentares.

O maior patrimônio declarado é do deputado Dr. Edson da Paiol (Podemos), com R$ 51 milhões, quantia quase três vezes superior à do segundo colocado, Rogério Nogueira (PSD), que registrou R$ 17,8 milhões. Na sequência aparecem Bruna Furlan (Republicanos), com R$ 9,9 milhões; Paulo Mansur (PL), com R$ 8,3 milhões; e Carla Morando (PSD), com R$ 7,5 milhões.

Na outra ponta, a deputada Kaká do Autismo (Podemos) declarou apenas R$ 256,31, o menor valor entre os eleitos. Outros parlamentares também apresentaram montantes reduzidos, como Débora Camilo (PSol), com R$ 722,57, e Felipe Sertanejo (PL), com R$ 5.138,57.

Quatro deputados eleitos não declararam nenhum bem à Justiça Eleitoral: Eduardo Campopiano (PL), que teve a maior votação para a Alesp no último domingo (7/10), Douglas Garcia (União), Henrique Krigner (Novo) e Leonardo Grandini (PT). Nesses casos, o sistema do TSE registra a informação de que não há bens a declarar.

A declaração de bens é uma exigência da Justiça Eleitoral para todos os candidatos e serve como instrumento de transparência pública. Os valores são autodeclarados e ficam disponíveis para consulta no portal do TSE após o registro das candidaturas.

Entre os patrimônios de maior valor, destacam-se ainda nomes como Barros Munhoz (PSD), com R$ 7 milhões; Luiz Fernando (PT), com R$ 7,2 milhões; Leandro Basson (Podemos), com R$ 6,7 milhões; e Enio Tatto (PT), com R$ 6 milhões. Já Eduardo Suplicy (PT) declarou R$ 3,4 milhões.

A lista completa inclui dezenas de parlamentares com variações amplas. Há casos de patrimônios na casa dos milhares de reais, como Alexandre Madureira (PL), com R$ 1,3 milhão, e de valores mais modestos, como Ana Perugini (PT), com R$ 148,5 mil, e Duda Hidalgo (PT), com R$ 70,4 mil.

A disparidade entre os valores declarados chama atenção e deve pautar debates sobre transparência e representatividade na política paulista. Os dados estão disponíveis publicamente e podem ser consultados por qualquer cidadão no sistema do TSE.

A posse dos eleitos está prevista para o início da próxima legislatura, quando assumirão os mandatos na Alesp. Até lá, os parlamentares seguem com as declarações já registradas junto à Justiça Eleitoral.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/deputados-estaduais-de-sp-tem-patrimonio-entre-r-25631-e-r-51-milhoes

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