A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva do influenciador Gabriel Spalone, investigado por ameaçar e extorquir dois empresários na capital paulista. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (9/10), um dia depois de ele ser preso em cumprimento a mandado expedido pela Vara Regional das Garantias de Osasco.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, a audiência teve como objetivo verificar possíveis irregularidades no cumprimento do mandado. O órgão informou que não foram identificadas ilegalidades e a prisão foi mantida. Spalone segue detido à disposição da Justiça.
De acordo com as investigações, o influenciador mantinha sociedade com uma empresa de tecnologia e transporte pertencente aos dois empresários. Ele teria convencido os sócios a investir em criptoativos chamados de «Life Coin». As vítimas posteriormente descobriram que se tratava de um golpe e que as moedas digitais não existiam.
Após perceberem o prejuízo, os empresários fizeram um acordo para abater o valor perdido do montante que Spalone receberia da sociedade. Insatisfeito com a decisão, o influenciador teria passado a fazer cobranças que escalaram para ameaças, segundo a polícia.
As ameaças e extorsões, conforme o apurado, ocorrem desde abril. A polícia afirma que Spalone teria alegado ser membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) para intimidar as vítimas. A investigação aponta o influenciador como suspeito de extorsão qualificada.
A defesa de Spalone, representada pelo advogado Eduardo Maurício, declarou que o cliente não integra a facção criminosa e que buscará a revogação da prisão preventiva. O advogado não detalhou quais argumentos serão apresentados ao Judiciário.
O caso corre em segredo de Justiça. A reportagem procurou o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública para obter mais informações sobre as investigações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
A prisão preventiva pode ser revista a qualquer momento por decisão judicial, caso a defesa apresente novos elementos ou o Ministério Público se manifeste de forma contrária à manutenção da medida. Até o momento, não há prazo definido para uma nova análise.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-mantem-prisao-de-influenciador-suspeito-de-extorquir-empresarios

