O Sistema Cantareira segue em trajetória de recuperação no início de outubro. Segundo dados divulgados neste sábado (10), as represas que compõem o manancial operavam com 42,3% do volume útil, o equivalente a 415 bilhões de litros de água armazenados.
O desempenho representa um avanço em relação ao início do mês, quando o sistema contava com 403 bilhões de litros. Em apenas dez dias, a entrada de água acrescentou mais de 12 bilhões de litros ao reservatório, volume que corresponde a pouco mais de cinco dias de captação realizada pela Sabesp na região.
A recuperação foi impulsionada por chuvas acima do esperado em setembro, que superaram as projeções e anteciparam a melhora do sistema. Naquele mês, o Cantareira registrou um ganho de 78 bilhões de litros em relação ao período anterior.
De acordo com os registros, outubro acumulou 56,9 mm de chuva até agora. A média histórica para o mês inteiro é de 130,1 mm. Com o solo já umedecido pelas precipitações de setembro, a água tem chegado com mais facilidade aos reservatórios.
Nos primeiros dez dias de outubro, o Cantareira recebeu cerca de 37 mil litros por segundo, patamar superior à média histórica do período, que é de quase 29 mil litros por segundo.
O cenário favorável levou ao aumento do limite de captação autorizado. A Sabesp foi liberada a retirar até 31 metros cúbicos por segundo, além da transposição da bacia do Paraíba do Sul. Até o momento, no entanto, a empresa capta 26 metros cúbicos por segundo.
A Grande São Paulo mantém a gestão de demanda noturna, com redução de pressão ao longo de oito horas por dia. Neste sábado, o Sistema Integrado Metropolitano, que reúne todos os mananciais que abastecem a região, operava com 55,9% de sua capacidade.
Parte dos reservatórios já conta com índices elevados: Guarapiranga, Rio Grande e Cotia superam 90% da capacidade de armazenamento. O Alto Tietê, segundo maior sistema da região, também se recupera e atingia 54,9% do volume útil, com entrada de água acima da média histórica.
A combinação de chuvas regulares e solo úmido tem permitido que o Cantareira mantenha o ritmo de recuperação observado desde setembro. O acompanhamento dos níveis segue sendo feito pelos órgãos responsáveis pela gestão hídrica da região metropolitana.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/cantareira-mantem-recuperacao-e-recebe-mais-agua-que-media-historica

