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São Paulo

Quatro PMs são afastados após morte de jovem baleado em Moema, na Zona Sul de SP

Policiais militares foram afastados de atividades operacionais após a morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, em Moema. O caso é investigado pelo DHPP.

Imagem mostra PMs e viatura na Avenida Paulista, em São PauloFoto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
11 de outubro de 202618:24
Atualizado agora há pouco às 21:24

Quatro policiais militares foram afastados de suas funções operacionais neste domingo (11) após o envolvimento na morte de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, na região de Moema, na Zona Sul de São Paulo. A informação foi confirmada com base no boletim de ocorrência obtido pela imprensa.

De acordo com o documento, os agentes foram acionados para atender uma ocorrência de ocorrência com risco à vida. No entanto, durante a abordagem, os policiais efetuaram disparos contra o jovem, que foi encontrado morto com 27 ferimentos de arma de fogo. O boletim registra que 45 tiros foram disparados pelos policiais.

Familiares relataram que Gustavo fazia uso de antidepressivos desde o ano passado e morava com a mãe e as irmãs. O boletim de ocorrência também menciona que ele era descrito como usuário de drogas, sem especificar quais substâncias.

A ocorrência foi registrada por volta das 2h35. Segundo o relato dos policiais, a denúncia indicava que o jovem estava transtornado e ameaçava atirar contra si mesmo, embora não houvesse registros de que estivesse armado. Os agentes afirmaram que Gustavo foi encontrado sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães, onde colocava a mão na cintura em uma postura que consideraram ameaçadora.

O jovem teria corrido pela passarela até a Alameda dos Guaramomis, onde se abrigou ao lado de um imóvel na altura do número 1.285. Outras três viaturas foram enviadas ao local, totalizando oito policiais na abordagem.

Os agentes declararam que Gustavo saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção deles, segurando um objeto escuro, que posteriormente foi identificado como um celular. Os policiais abriram fogo, e um dos soldados disparou 14 vezes contra o jovem.

A equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local e recolheu as câmeras corporais dos policiais militares. Foi solicitada a visualização das imagens ao encarregado da ocorrência. O texto do boletim descreve que, nas imagens, o indivíduo surge vindo de uma área escura, junto à fachada do imóvel, e estende os braços apontando algo na direção da rua onde estavam os policiais.

Além das câmeras corporais, a equipe do DHPP identificou a existência de outras câmeras de vigilância na região e coletou dados de pessoas que possam ter informações sobre o caso. Segundo o boletim, o rapaz não tinha antecedentes criminais.

O caso foi registrado como resistência e homicídio decorrente de intervenção policial. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias da abordagem e da morte do jovem.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública para obter mais informações sobre o afastamento dos policiais e os desdobramentos da apuração. O espaço segue aberto para manifestação.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policiais-militares-sao-afastados-apos-matar-jovem-com-27-tiros-em-sp

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