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Jovem morto pela PM em Moema é velado em cemitério da zona sul de São Paulo

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi atingido por 27 disparos durante ocorrência de ocorrência com risco à vida em Moema; quatro policiais foram afastados e a conduta é investigada por inquérito militar.

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Raphael Nogueira Felix
12 de outubro de 202611:49
Atualizado agora há pouco às 14:49

O corpo de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi velado na manhã desta segunda-feira (12/10) no Cemitério Congonhas, na zona sul da capital paulista. O sepultamento estava previsto para as 13h30, segundo informações divulgadas por familiares nas redes sociais.

O jovem morreu na madrugada de sábado (10/10), no bairro de Moema, também na zona sul, após ser atingido por 27 tiros disparados por policiais militares. A ocorrência que levou à ação policial foi registrada como ocorrência com risco à vida.

De acordo com a Polícia Militar, oito agentes participaram da abordagem. Quatro deles efetuaram 45 disparos, dos quais 27 atingiram a vítima. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que quatro policiais foram afastados de atividades operacionais no domingo (11/10) por envolvimento no caso.

A pasta confirmou que as circunstâncias da morte são apuradas pelas polícias Civil e Militar. A conduta dos agentes é objeto de um Inquérito Policial Militar (IPM). As armas dos policiais e o celular da vítima foram apreendidos para perícia, e as imagens das câmeras corporais foram solicitadas para análise.

Em nota, a SSP declarou que não tolera desvios de conduta e que, constatadas irregularidades, os responsáveis serão punidos com rigor. «A SSP não tolera desvios de conduta dos seus agentes e, constatadas irregularidades, os profissionais serão punidos com rigor», afirmou o órgão.

Familiares relataram que Gustavo fazia tratamento contra depressão. A informação foi divulgada em publicações nas redes sociais e confirmada por pessoas próximas à vítima.

O caso gerou repercussão na capital paulista e reacendeu o debate sobre a atuação policial em ocorrências envolvendo pessoas em crise. A apuração do IPM e a análise das imagens das câmeras corporais devem esclarecer a sequência dos fatos e a proporcionalidade dos disparos.

A Polícia Civil também investiga o caso. Até o momento, não há prazo divulgado para a conclusão das investigações. A reportagem procurou a defesa dos policiais envolvidos e o comando da corporação para novos esclarecimentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/jovem-morto-27-tiros-pm-velado-sp

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