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Secretário de Segurança de SP discute com procurador-geral apuração de mortes em ações da PM

Osvaldo Nico Gonçalves e Paulo Sérgio de Oliveira e Costa trataram de dois episódios na capital paulista em que homens foram atingidos por dezenas de disparos de policiais militares.

Foto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
13 de outubro de 202610:05
Atualizado agora há pouco às 13:05

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, reuniu-se com o procurador-geral do estado, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, para tratar de dois episódios recentes na capital paulista em que homens foram mortos após serem atingidos por dezenas de disparos de policiais militares, em abordagens distintas.

Segundo o secretário, o procurador-geral vai designar um promotor para acompanhar as investigações dos dois casos. Em declaração ao Metrópoles, Nico afirmou que a participação do Ministério Público é «super bem-vinda» e que a colaboração contribui para o esclarecimento dos fatos.

Um dos episódios envolveu Antônio Nunes Batista, de 40 anos, morto no último dia 3 de outubro, na Vila Dionísia, zona norte de São Paulo. De acordo com o registro policial, ele estaria em suposto estado de surto quando foi abordado por agentes que faziam patrulhamento na região.

A abordagem começou com disparos de arma de eletrochoque, mas, conforme o relato dos policiais, o recurso não teria sido suficiente para conter o homem. Na sequência, segundo a ocorrência, três policiais efetuaram disparos com armas de fogo. Imagens feitas por testemunhas mostram diversos tiros sendo disparados.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada à UPA Peri 3, mas não resistiu. O Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime (Geacrim) foi ao local para apurar os fatos e recolheu 24 munições de calibre .40, um fragmento de projétil, três cartuchos de arma de eletrochoque, um garfo danificado e uma faca. As armas dos policiais também foram apreendidas.

Todo o material será submetido a exames periciais e confrontado com os demais dados reunidos durante a investigação, conforme informado pelas autoridades responsáveis pelo caso.

O outro episódio ocorreu na madrugada de sábado, dia 10 de outubro, em Moema, zona sul da capital. Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto por 27 tiros da Polícia Militar. Os agentes teriam ido ao local atender uma ocorrência de tentativa de autoagressão, após denúncia de que o jovem estaria transtornado.

De acordo com o relato dos policiais, Gustavo foi encontrado sobre uma passarela na Avenida Moreira Guimarães e teria colocado a mão na cintura, em postura considerada ameaçadora. Não há registro de que ele estivesse armado. Ele correu pela passarela antes de ser atingido pelos disparos.

Os dois casos seguem em apuração e envolvem policiais militares afastados de suas funções, segundo informações divulgadas anteriormente. A reunião entre o secretário e o procurador-geral busca dar celeridade e acompanhamento institucional às investigações.

A Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público de São Paulo não detalharam prazos para a conclusão das apurações. Novas informações devem ser divulgadas à medida que os trabalhos periciais e as oitivas avançarem.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/apos-pm-matar-dezenas-tiros-secretario-reune-mpsp

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