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São Paulo

MPF pede ao STJ prisão preventiva de PM acusado de matar estudante de medicina em SP

O Ministério Público Federal solicitou ao Superior Tribunal de Justiça a prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, em novembro de 2024, na Vila Mariana.

Imagem em preto e branco de estudante de medicina sendo abordado por PMs na zona sul de SPFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
14 de outubro de 202615:15
Atualizado agora há pouco às 18:15

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos. O pedido foi protocolado na última sexta-feira (9/10) e será analisado pelos ministros da Quinta Turma do STJ.

O crime ocorreu em novembro de 2024, em um hotel na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. De acordo com o MPF, o PM perseguiu o estudante a pé após este dar um tapa no retrovisor da viatura policial, que, segundo o órgão, não sofreu dano material.

No documento, assinado pelo subprocurador-geral José Elaeres Marques Teixeira, o MPF afirma que as circunstâncias concretas revelam acentuada gravidade e evidenciam a periculosidade do agente. O pedido de prisão preventiva é fundamentado na garantia da ordem pública.

Segundo a descrição do MPF, o jovem buscou abrigo no saguão do hotel onde estava hospedado, mas foi alcançado pelo policial e por outro PM. Embora estivesse desarmado e sem camisa, o estudante permaneceu sob a mira da arma de fogo, sem oferecer risco concreto aos agentes, conforme o documento.

Ainda de acordo com o órgão, após o outro policial desferir um chute contra a vítima e cair ao solo, o PM Guilherme Augusto Macedo efetuou um disparo à queima-roupa contra o abdômen do jovem, causando lesões viscerais fatais. O MPF sustenta que a conduta não se limitou a uma atuação policial excessiva ou inadequada.

O estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta, conhecido como Bilau, tinha 22 anos e cursava medicina. O caso gerou comoção e foi amplamente noticiado. A defesa do policial havia pedido absolvição sumária por legítima defesa, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o recurso no dia 29 de setembro.

Com a decisão do TJSP, tanto Guilherme Augusto Macedo quanto o também policial militar Bruno Carvalho do Prado vão a júri popular pelo crime de homicídio duplamente qualificado. O MPF agora aguarda a análise do pedido de prisão preventiva pelo STJ.

O Metrópoles procurou a defesa dos policiais para comentar o pedido do MPF, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

A Quinta Turma do STJ é responsável por julgar o pedido. A prisão preventiva, se concedida, manterá o réu detido durante o processo. O caso segue em tramitação na Justiça.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mpf-prisao-pm-estudante-medicina

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