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São Paulo

Zig Festival em SP é criticado por superlotação e calor; jovem de 28 anos morreu após passar mal

Evento na casa de shows Audio, na zona oeste de São Paulo, teve relatos de desmaios e falhas na ventilação. Polícia Civil investiga a morte de Pedro Higa, de 28 anos.

zig festival calor superlotação públicoFoto: Reprodução/Instagram e X
Raphael Nogueira Felix
14 de outubro de 202610:05
Atualizado agora há pouco às 13:05

O Zig Festival, realizado na casa de shows Audio, na zona oeste de São Paulo, no último sábado (10/10), foi alvo de críticas do público por causa da superlotação, do calor intenso e de falhas na ventilação. Durante o evento, um jovem de 28 anos passou mal e morreu posteriormente em hospital.

A Polícia Civil de São Paulo apura a morte de Pedro Higa, de 28 anos, registrada como morte suspeita pelo 2º Distrito Policial do Bom Retiro. O caso foi registrado pelo pai do jovem, segundo informações da corporação.

Nas redes sociais, frequentadores relataram dificuldades para circular no espaço e assistir às apresentações. Vídeos que circulam na internet mostram a casa de shows lotada. Algumas pessoas afirmaram ter precisado acompanhar os shows de dentro do banheiro devido à quantidade de público.

«O espaço não tinha capacidade para aguentar o número de público. O sistema de refrigeração não funcionava, as rotas de fuga não estavam bem sinalizadas e isso poderia ter virado uma tragédia. Ganância acima de cuidado», comentou um frequentador identificado como João.

Outros relatos mencionam desmaios durante o festival e a necessidade de atendimento médico no local. «Eu apaguei no fim do show da Slayyyter, desmaiei e não cai porque nem os braços conseguia erguer. Vim de longe pra passar mal no show que eu queria tanto ver por calor, superlotação e falta de ventilação», disse um usuário.

O evento contou com apresentações de artistas como Slayyyter, Rochelle Jordan e INJI. A organização é conhecida por promover festas voltadas à música alternativa e à comunidade LGBTQIA+.

Após as críticas sobre a falta de estrutura, o grupo Zig publicou uma nota no Instagram lamentando os problemas e informando que apurava «os fatos e manifestações recebidos a respeito do evento». A produtora também disponibilizou um endereço de e-mail para que o público encaminhasse reclamações.

Depois que a morte do jovem veio à tona, a produtora divulgou uma nova nota em que lamentou o ocorrido e se solidarizou com a família. No texto, a Zig afirmou que nasceu para ser «um espaço de inclusão, alegria e celebração».

A reportagem procurou a organização do festival e a casa de shows Audio para obter posicionamento sobre as críticas e sobre a investigação. O espaço segue aberto para manifestações.

As autoridades seguem apurando as circunstâncias da morte. Novas informações devem ser divulgadas conforme o andamento das investigações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/zig-festival-calor-superlotacao-sp

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