A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) promoveu uma reunião nesta sexta-feira (16) para tratar de estratégias que possam reduzir o número de mortes durante abordagens de policiais militares no estado. O encontro ocorreu na sede do órgão, na capital paulista, e reuniu os comandos das polícias Militar e Civil.
Participaram do debate o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, e o delegado-geral de Polícia, Artur José Dian, entre outras autoridades. A discussão foi motivada por uma sequência de casos recentes em que civis morreram em ações policiais na Grande São Paulo.
Segundo informações apuradas pela reportagem, entre as medidas em análise está a ampliação de treinamentos com métodos não letais e o aumento do uso de armas de choque. A pasta informou, em nota, que estuda ampliar o número de policiais habilitados a utilizar esses equipamentos.
Os casos que impulsionaram o debate ocorreram nos últimos doze dias e envolveram pessoas que, segundo a versão policial, estariam em surto psicótico. No dia 15, uma mulher foi baleada por um policial militar na zona norte da capital. No dia 10, Gustavo Munis de Santana foi morto após a corporação ser acionada para atender uma ocorrência em Moema, na zona sul. Já no dia 3, Antonio Nunes Batista, de 40 anos, morreu após ser baleado na Vila Dionísia, também na zona norte.
Após a reunião, o delegado-geral Artur José Dian conversou brevemente com jornalistas e afirmou que o tema das abordagens é relevante. «As conversas devem prosseguir», declarou, acrescentando que o encontro também tratou de compras de equipamentos.
A expectativa é de que novos encontros ocorram nas próximas semanas e que as propostas discutidas sejam levadas ao governador Tarcísio de Freitas. O objetivo declarado é reduzir a letalidade em operações e padronizar procedimentos de abordagem.
Especialistas em segurança pública defendem que a capacitação contínua e o uso de tecnologias menos letais podem diminuir conflitos, mas ressaltam que a eficácia depende de protocolos claros e de acompanhamento psicológico dos agentes.
A SSP não detalhou prazos nem valores para a eventual aquisição de novos equipamentos. O órgão também não informou quantos policiais já estão aptos ao uso de armas de choque atualmente.
Enquanto as discussões avançam, as famílias das vítimas cobram respostas e transparência nas investigações. Os casos seguem sob apuração das autoridades competentes.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ssp-discute-novas-taticas-apos-sequencia-de-pessoas-mortas-por-pms-em-sp

