O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) declarou nesta sexta-feira (17) que o governo brasileiro não vê motivos para preocupação com o envio de soldados dos Estados Unidos para exercícios militares em países da América Latina. A declaração foi feita durante evento em São Paulo, antes de um encontro com personalidades de centro-direita.
«Não tem a menor preocupação com isso. Acho que o Brasil é um país soberano», afirmou Alckmin ao ser questionado sobre a movimentação militar americana na região.
O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, está enviando centenas de soldados do Exército para treinar e realizar exercícios com forças locais na América Latina, segundo informações publicadas pelo Metrópoles. De acordo com o governo de Donald Trump, a ação faz parte de uma campanha de combate ao tráfico de drogas.
Um batalhão de 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha, sediado em Fort Drum, Nova York, teria começado a se desdobrar para um novo centro de treinamento na selva, no Panamá. As tropas também devem atuar na Colômbia e em Honduras, podendo apoiar operações especiais dos EUA contra suspeitos de tráfico.
Segundo autoridades americanas, os militares participarão neste mês de um exercício na Colômbia chamado Southern Vanguard. «As rotações são temporárias, mas podem se tornar uma presença americana mais permanente», adiantaram.
O Brasil tem histórico de participação em manobras lideradas pelo Comando Sul dos EUA (Southcom). Entre elas estão a Panamax 26, realizada de 3 a 13 de agosto de 2026 no Panamá, com a presença do Brasil e de outros 17 países, e o Exercício Formosa 2026, ocorrido de 3 a 25 de setembro de 2026 no Distrito Federal e Entorno, com militares dos EUA, da França e do Paraguai.
A fala de Alckmin ocorreu antes de um encontro com personalidades de centro-direita críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo assinou um manifesto em defesa da reeleição do petista contra Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração do vice-presidente reforça a posição do governo brasileiro de que a movimentação militar americana não representa ameaça à soberania nacional. Até o momento, não houve manifestação oficial do Ministério da Defesa sobre o assunto.
O envio de tropas para a América Latina ocorre em um contexto de aumento da cooperação militar entre os EUA e países da região, com foco no combate ao tráfico de drogas. O governo brasileiro acompanha as movimentações, mas mantém a avaliação de que se trata de exercícios rotineiros.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/menor-preocupacao-alckmin-soldados-eua

