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São Paulo

Após tratamento de câncer de mama, nutricionista engravida aos 43 anos e amamenta a filha

Ana Carolina Moraes, diagnosticada com câncer de mama HER2 aos 38 anos, superou menopausa química e baixa reserva ovariana para ter uma gravidez natural e amamentar Helena.

Outubro Rosa: 5 anos após câncer de mama, mulher engravida e amamenta bebêFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
19 de outubro de 202602:24
Atualizado agora há pouco às 05:24

A nutricionista Ana Carolina Moraes, de 44 anos, viveu uma reviravolta em sua história após enfrentar um câncer de mama. Diagnosticada em 2019, aos 38 anos, ela passou por quimioterapia, radioterapia e reconstrução mamária bilateral. Cinco anos depois, contrariando as expectativas médicas, engravidou naturalmente e conseguiu amamentar a filha recém-nascida.

Os primeiros sinais da doença surgiram enquanto Ana Carolina amamentava o filho Heitor, então com um ano e sete meses. Três meses depois, veio a confirmação: um câncer de mama do subtipo HER2, considerado um dos mais agressivos. Sem histórico familiar da doença, ela precisou lidar com o impacto do diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes.

Durante o processo, a nutricionista buscou manter a rotina da família, especialmente para preservar o cotidiano do filho pequeno. «Eu sou um ponto fora da curva. As coisas acontecem porque têm que acontecer, porque não têm muita justificativa», afirmou ela, ao descrever o período.

A quimioterapia trouxe efeitos físicos significativos, como a queda de cabelo e a menopausa química. Exames indicaram baixa contagem de óvulos, e a possibilidade de uma nova gestação tornou-se remota. «Sempre teve [o indicativo] de que eu não engravidaria nunca mais. Todos os meus hormônios eram de mulher em menopausa», relembrou.

Após o tratamento oncológico, Ana Carolina iniciou o uso de tamoxifeno, medicamento indicado para reduzir o risco de recidiva de tumores de mama. O remédio provocou efeitos colaterais, como espessamento do endométrio e sangramentos intensos. Diante disso, os médicos chegaram a considerar uma biópsia e, a depender do resultado, a retirada do útero.

Em 2024, com a suspensão do tamoxifeno, a nutricionista voltou a menstruar, cinco anos após a interrupção dos ciclos provocada pelo tratamento. Ainda assim, ela não acreditava em uma gravidez natural, já que estava com 43 anos e se aproximava da pré-menopausa. A surpresa veio após um atraso menstrual acompanhado de enjoos.

Por orientação médica, Ana Carolina fez um teste de farmácia, que deu positivo. «Era tão surreal para mim, eu tremia tanto, e eu olhava de novo para a caixa», contou. A gestação transcorreu e, em 2024, nasceu Helena. Mesmo após a reconstrução mamária bilateral e a radioterapia, a nutricionista conseguiu amamentar a filha.

O caso de Ana Carolina ilustra os avanços no tratamento do câncer de mama e a importância do acompanhamento médico especializado. A história também reforça a relevância de campanhas como o Outubro Rosa, que incentivam a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, aumentando as chances de recuperação e de realização de projetos pessoais após o tratamento.

Hoje, aos 44 anos, Ana Carolina está em remissão do câncer de mama e celebra a rotina ao lado do marido, Rodolfo, e dos filhos, Heitor e Helena. Sua trajetória mostra que, apesar das adversidades, é possível reconstruir planos e viver novas etapas com saúde e esperança.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/apos-cancer-de-mama-engravida-amamenta

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