A Polícia Civil de São Paulo investiga individualmente a morte de 12 pessoas encontradas em circunstâncias violentas na capital paulista ao longo de 47 dias, entre 5 de setembro e 21 de outubro. As vítimas apresentavam sinais como ferimentos por faca, tiros e, em alguns casos, esquartejamento. A corporação descarta a atuação de um único assassino em série.
O caso mais recente veio à tona na quarta-feira (22), quando o corpo de Milber Conceição Paiva, de 43 anos, foi localizado em uma área de mata na avenida Coronel Sezefredo Fagundes, no Tremembé, zona norte. O corpo estava envolto em sacos plásticos e apresentava múltiplas lesões na cabeça. Paiva estava desaparecido desde a sexta-feira anterior (16), após relatos de que ocupantes de um carro escuro o teriam forçado a entrar no veículo. A família registrou o sumiço na segunda-feira (19).
Outro caso que chamou atenção ocorreu na madrugada de quarta-feira, na Marginal Tietê, altura da Vila Guilherme, também na zona norte. Policiais militares abordaram dois homens que mexiam em sacolas; houve troca de tiros, um suspeito morreu e outro fugiu. Durante a varredura, os agentes encontraram o corpo de uma mulher esquartejada, identificada como Lucimara Garcia do Nascimento de Freitas, de 35 anos, natural de Camanducaia (MG). O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) comunicou a família, que providencia o traslado.
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, confirmou que a Justiça decretou a prisão de três pessoas ligadas a alguns dos casos investigados. Até o momento, não há informação sobre a captura dos suspeitos. As apurações seguem em sigilo.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam, em algumas situações, para a ação de tribunais do crime organizado. Todos os 12 mortos têm histórico criminal, a maioria por envolvimento com o tráfico de drogas, segundo a corporação. Apesar das semelhanças entre as ocorrências — corpos enrolados em sacos plásticos, com marcas de violência e, por vezes, esquartejados —, não há elementos que liguem os casos entre si.
A lista de mortes violentas na capital inclui ainda outros episódios dispersos pela cidade, sem relação comprovada. A polícia reforça que cada ocorrência é tratada de forma isolada, com equipes dedicadas a esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis.
A principal linha de investigação trabalha com a hipótese de execuções ligadas ao crime organizado, mas nenhuma acusação foi formalizada até agora. A Polícia Civil pede que a população colabore com informações por meio do Disque Denúncia (181).
O DHPP orienta que familiares de pessoas desaparecidas procurem imediatamente a delegacia mais próxima para registrar o boletim de ocorrência, o que agiliza as buscas e a comunicação com as equipes de investigação.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-investiga-12o-corpo-achado-sob-condicoes-parecidas-em-47-dias-em-sp

