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São Paulo

SPTrans alega entraves operacionais para atender exigência de frota total no segundo turno

Notificada pelo TRE-SP na véspera da eleição, empresa diz que prazo de menos de 12 horas dificultou a escala de motoristas e a operação de 100% dos ônibus.

Foto: William Cardoso/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
25 de outubro de 202615:05
Atualizado agora há pouco às 18:05

A SPTrans informou que a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para que 100% da frota de ônibus municipais circulasse no segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro, encontrou dificuldades operacionais. Segundo a empresa, a notificação foi recebida às 13h10 do sábado, véspera do pleito, com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação.

De acordo com a companhia, a comunicação foi repassada às concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade em 22 minutos, às 13h32, para que adotassem as providências cabíveis. Ainda assim, a SPTrans afirmou que a ampliação da frota em prazo tão reduzido impõe desafios operacionais concretos.

A empresa relatou que os operadores encontraram dificuldades para readequar escalas de trabalho, jornadas e rotinas já organizadas. A programação dos profissionais havia considerado o direito à folga e a necessidade de assegurar o exercício do voto, o que, segundo a SPTrans, tornou a alteração ainda mais complexa na véspera da eleição.

O planejamento original da SPTrans foi baseado em critérios técnicos e em dados de demanda. A empresa tomou como referência o domingo anterior, quando 6,9 mil ônibus estiveram em operação, oferecendo cerca de 8 milhões de lugares e transportando 3,4 milhões de passageiros. Esses indicadores subsidiaram a definição de uma oferta de transporte compatível com o comportamento observado da demanda, declarou a companhia.

A SPTrans acrescentou que adotou a mesma estratégia no primeiro turno, sem questionamentos por parte dos órgãos eleitorais. A empresa também afirmou respeitar as determinações da Justiça Eleitoral e atuar para viabilizar o atendimento à população, observadas as condições operacionais necessárias à execução do serviço.

«A necessidade de alteração de um planejamento previamente estruturado, quando comunicada com antecedência inferior a 12 horas, deve ser analisada à luz das condições concretas de mobilização de veículos e profissionais, sem desconsiderar os impactos sobre a organização do trabalho e o direito ao voto dos trabalhadores», afirmou a SPTrans em nota.

Enquanto isso, no terminal Campo Limpo, na zona sul da capital, a reportagem apurou que as empresas conseguiram colocar em circulação uma frota equivalente à de sábado ou algo intermediário entre sábado e domingo. Funcionários relataram que o aviso chegou muito em cima da hora e não foi possível escalar todos os trabalhadores.

O partido PT acionou o TRE-SP relatando redução de cerca de 40% na frota e pediu a prisão do secretário de Mobilidade Urbana e do presidente da SPTrans. A empresa não comentou o pedido de prisão. A SPTrans reiterou que a determinação judicial foi cumprida dentro das possibilidades operacionais disponíveis no momento da notificação.

A reportagem procurou o TRE-SP e as concessionárias para comentar as alegações, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

SPTrans diz que desafios operacionais impedem 100% da frota neste 2º turno - destaque galeria
SPTrans diz que desafios operacionais impedem 100% da frota neste 2º turno - destaque galeria

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/sptrans-diz-que-desafios-operacionais-impedem-100-da-frota-neste-2o-turno

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