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São Paulo

Promotor Lincoln Gakiya entra na lista de cotados para ministério no próximo governo Lula

Integrante do Gaeco e conhecido por atuar contra o crime organizado, Lincoln Gakiya confirmou que aceitaria convite, mas afirmou não ter recebido proposta oficial.

Homem com traços orientais, sem barba, óculos, trajando paletó da cor grafite, camisa social azul clara e gravata lilás clara, sentado em cadeira de couro prato, com mãos cruzadas, sobre uma mesaFoto: Alfredo Henrique/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
27 de outubro de 202622:21
Atualizado agora há pouco às 01:21

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), está entre os nomes que podem integrar a equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de janeiro de 2027. A informação foi apurada pela reportagem e confirmada por fontes ligadas ao MP paulista.

Gakiya ganhou notoriedade pelo trabalho no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, no interior paulista. Ele é reconhecido por investigações que resultaram em condenações e transferências de lideranças de facções criminosas.

Procurado, o promotor confirmou que aceitaria um chamado para assumir uma pasta, mas fez questão de ressaltar que ainda não recebeu convite oficial. «Não fui convidado», afirmou, segundo a apuração.

Nos bastidores, nomes do Ministério Público avaliam que a eventual entrada de Gakiya em um ministério representaria um reforço na área de segurança pública. Uma fonte ouvida sob reserva resumiu: «Acho que o Lula faria um golaço com o Lincoln».

A disputa pelo posto, no entanto, não é simples. O atual secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, também é apontado como possível escolhido. Ele tem a simpatia do governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, que se aproximou de Lula durante o segundo turno e participou do discurso da vitória.

Outro fator que pode influenciar a decisão é a posição do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Há a possibilidade de ele deixar o comando da PF para assumir alguma área no próximo governo, o que abriria espaço para outros arranjos.

A trajetória de Gakiya é marcada por episódios de risco. Há mais de dez anos, ele vive sob escolta de grupos de elite da Polícia Militar por causa de ameaças de facções criminosas. A primeira vez que lideranças do PCC decretaram sua morte foi em 2005; desde então, a polícia já desvendou cinco planos para matá-lo.

Em 2025, durante entrevista ao programa Acorda, do Metrópoles, o promotor disse que cogitou pedir asilo quando se aposentar. A declaração foi feita logo após o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz, em setembro do ano passado, no litoral paulista.

Questionado sobre a possibilidade de assumir um ministério, Gakiya não detalhou quais áreas poderia ocupar. Pessoas próximas ao promotor afirmam que ele só aceitaria um convite se pudesse manter autonomia e dar continuidade ao trabalho de combate ao crime organizado.

A definição dos nomes do próximo ministério deve ocorrer ao longo dos próximos meses, conforme a equipe de transição avança na montagem da estrutura de governo. Até o momento, não há confirmação oficial sobre nenhum dos cotados.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/promotor-do-mpsp-e-cotado-para-comandar-ministerio-no-governo-lula

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