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São Paulo

Justiça de SP nega sigilo em processo sobre morte de PM Gisele e mantém caso sob análise

Defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto alegou violação de direito de imagem; TJSP rejeitou o pedido e o processo segue em tramitação.

Foto: Reprodução/TJM
Raphael Nogueira Felix
28 de outubro de 202614:17
Atualizado agora há pouco às 17:17

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido da defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para que o processo sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, sua esposa, fosse colocado em sigilo. A decisão foi tomada após a solicitação citar reportagens jornalísticas que exibiram trechos de interrogatórios, imagens de câmeras corporais e laudos periciais.

O oficial é acusado de feminicídio e está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele nega a acusação e sustenta que a companheira morreu (causas em apuração)io. Gisele, de 32 anos, foi encontrada morta em um apartamento no bairro do Brás, na capital paulista, em fevereiro deste ano.

Segundo a defesa, a divulgação de conteúdos do processo teria violado o direito de imagem do tenente-coronel, que também pediu a realização de diligências sobre a vida da vítima. O TJSP, no entanto, rejeitou os argumentos e manteve o andamento regular do caso.

A apuração do Metrópoles, conduzida pela coluna de Alfredo Henrique, indicou que o processo está na reta final. Novos depoimentos podem levar à expulsão do oficial da corporação, conforme informações divulgadas anteriormente.

Familiares de Gisele relataram que ela tentava se separar do marido e que a relação era considerada abusiva. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como óbito, mas a investigação foi reclassificada como morte suspeita ainda no mesmo dia do óbito, quando o coronel teve a prisão decretada.

De acordo com as investigações, a soldado foi ferida com a arma do marido. O tenente-coronel, mesmo orientado a aguardar a perícia, teria cruzado a porta do imóvel acompanhado por policiais, conforme relatos de testemunhas. A defesa contesta essas informações.

O caso ganhou repercussão após a exibição de trechos do interrogatório judicial em que o oficial aparece em vestimenta carcerária, além de áudios da polícia e laudos periciais. A defesa argumenta que esse material compromete a imagem do acusado, mas a Justiça entendeu que não há fundamento para restringir a publicidade processual.

A decisão do TJSP reforça o princípio da publicidade dos atos processuais, salvo em situações excepcionais previstas em lei. O processo segue em tramitação e novos depoimentos devem ser colhidos nos próximos dias.

Procurada, a defesa do tenente-coronel não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.

Foto: PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - destaque galeria
Foto: PM Gisele: Justiça nega pedido de coronel para colocar sigilo em processo - destaque galeria

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-gisele-justica-nega-pedido-de-coronel-para-colocar-sigilo-em-processo

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