UrgenteMãe de Fernando Sastre diz em júri que Porsche teve falha mecânica antes de colisão fatal em São Paulo
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Mãe de Fernando Sastre diz em júri que Porsche teve falha mecânica antes de colisão fatal em São Paulo

Em depoimento no primeiro dia do julgamento, Daniela Cristina de Medeiros Andrade afirmou que perícia contratada pela família apontou falha mecânica no veículo; réu responde por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima.

Duas fotos de mesmo homem, de frente e de lado, com os cabelos desgrenhados e camiseta branca em frente a régua medidora de altura no sistema carcerárioFoto: Reprodução/SAP
Raphael Nogueira Felix
28 de outubro de 202622:55
Atualizado agora há pouco às 01:55

A mãe de Fernando Sastre, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, declarou nesta quarta-feira (28/10), durante a sessão do júri que julga o filho, que o Porsche 911 conduzido por ele teria apresentado uma falha mecânica antes da colisão que matou o motorista de aplicativo Ornaldo Viana, de 52 anos, em março de 2024, na zona leste de São Paulo.

«O que eu posso dizer é que, pelo perito que nós contratamos, pela perícia que foi feita, houve falha mecânica no carro», afirmou Daniela. «O carro não respondeu como deveria responder», completou a mãe do réu, que responde por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima.

O veículo dirigido por Sastre atingiu a traseira de um Sandero branco conduzido por Ornaldo Viana. O motorista de aplicativo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. A causa da morte foi registrada como traumatismos múltiplos.

Segundo o relato feito em juízo, o empresário deixou o local do acidente e, mesmo apresentando sinais de embriaguez, foi liberado pelos policiais sem ter passado pelo teste do bafômetro.

Mais cedo, o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, que estava de carona no Porsche no momento da colisão, afirmou que foi intimidado e abandonado pelos amigos após decidir contar o que acredita ser a verdade sobre aquela noite. Ele fraturou quatro costelas e perdeu o baço em razão do acidente.

De acordo com o depoimento de Marcus, ele e Sastre saíram com as namoradas para um encontro de casais na noite de 31 de março de 2024. Os quatro se encontraram por volta das 21h em um restaurante, pediram comida e drinks, conversaram e saíram quase à meia-noite. Em seguida, decidiram ir para uma casa de pôquer próxima, onde Marcus e Fernando jogaram até que as mulheres resolveram ir embora.

Foi nesse momento, segundo o estudante, que Sastre e a então namorada, Giovanna, discutiram porque ele queria dirigir mesmo embriagado. Conforme a versão de Marcus, o empresário estaria alterado e os amigos tentaram convencê-lo a não assumir o volante, sem sucesso. Giovanna se recusou a entrar no carro, e Marcus embarcou com o amigo.

O estudante lembrou que o veículo saiu devagar da vaga e, depois, sentiu Sastre acelerar. A partir daí, afirmou que se recorda de muito pouco, apenas de quando já estava no chão, com dor e sem conseguir respirar.

A defesa de Fernando Sastre tenta convencer o júri de que o acidente decorreu de problemas mecânicos no veículo, tese contestada pela acusação. O julgamento prossegue com a oitiva de testemunhas e a apresentação de laudos periciais.

O caso segue em análise pela Justiça, e a reportagem não traz detalhes gráficos sobre a ocorrência, limitando-se aos fatos narrados em tribunal.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mae-de-fernando-sastre-alega-falha-mecanica-em-porsche-como-causa-de-batida

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