A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quarta-feira (4) a Operação Chapolin, que investiga um grupo suspeito de furtar objetos de veículos estacionados em postos de combustíveis às margens de rodovias paulistas. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na região de Santo Amaro, na zona sul da capital, e ninguém foi preso.
De acordo com as investigações, as principais vítimas eram famílias que paravam para descansar durante viagens, especialmente em postos localizados nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes. Os criminosos levavam bagagens e aparelhos eletrônicos, como notebooks, celulares e videogames, deixados nos veículos.
O responsável pelo 45º Distrito Policial (DP), Newton Fugita, explicou que o grupo utilizava um aparelho eletrônico conhecido como «Chapolin», que bloqueia o sinal emitido pelo controle do veículo. Com isso, o alarme não disparava e as portas não travavam, sem que as vítimas percebessem.
«Uma das vítimas que identificamos garante que trancou o carro, porque o veículo até fez aquele barulhinho de trancado. Depois, ao longo das investigações, conseguimos descobrir que os envolvidos usam um aparelho que bloqueia o alarme e a fechadura do carro», afirmou o delegado.
A investigação começou a partir de registros de furtos a famílias que paravam nos postos. Em um dos casos, os criminosos levaram até os medicamentos de uma passageira que viajava com a família. A identificação de um dos suspeitos ocorreu por meio da análise de imagens de câmeras de segurança.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais recuperaram boa parte dos objetos furtados, entre eles eletrônicos e uma chuteira infantil. O item pertencia a uma criança que teve os pertences levados durante uma das ações.
«Uma das crianças disse: ‘Tio, será que vocês conseguem recuperar minha chuteira?’. Quando encontramos o suspeito e os pertences, a primeira coisa que perguntei à minha equipe foi se a chuteira estava lá. E estava. O menino teve a chuteira de volta», contou Fugita.
Segundo a polícia, os investigados poderão responder por furto qualificado e associação criminosa. As investigações prosseguem para individualizar a participação de cada envolvido nos crimes.
A Operação Chapolin foi deflagrada em novembro, mas a Polícia Civil não informou quantos suspeitos são investigados nem se há mandados de prisão pendentes. O caso segue em apuração.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública para obter mais informações sobre a operação e sobre a possibilidade de novas diligências, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/quadrilha-que-furtava-bagagens-em-postos-de-rodovias-e-alvo-de-operacao

