A Justiça de São Paulo acolheu a denúncia do Ministério Público e converteu em réus a mãe e o padrasto de um bebê de 1 ano, morto no dia 1º de junho em Sorocaba, no interior paulista. O casal, identificado como Gabrielly Franco Garcia e Rafael Luis Alves Júnior, ambos de 21 anos, responde por homicídio qualificado.
De acordo com informações do processo, a criança, chamada Miguel, deu entrada em uma unidade de saúde da cidade com diversos ferimentos pelo corpo e indícios de violência sexual. O médico plantonista que atendeu o caso constatou que a morte já havia ocorrido há horas, e a causa foi traumatismo craniano.
A denúncia foi apresentada pelo promotor Antônio Domingues Farto Neto, que destacou a relação de parentesco entre os acusados e a vítima como agravante, caso sejam condenados pelo Tribunal do Júri. As investigações apontam que o menino já apresentava lesões anteriores, sugerindo um histórico de agressões.
No dia do crime, a mãe e o padrasto acionaram a Polícia Militar, alegando que o bebê havia se engasgado. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a criança desacordada, com machucados na boca e na orelha. Os policiais também notaram que Gabrielly tinha lesões nas mãos, compatíveis com agressões, e Rafael apresentava manchas de sangue na roupa.
O casal foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva. Eles permanecem detidos enquanto aguardam o julgamento. A acusação inclui quatro qualificadoras: motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos.
O caso tramita sob segredo de justiça, e não há detalhes sobre a data do julgamento. A defesa dos acusados ainda não se manifestou publicamente. A tragédia gerou comoção na região de Sorocaba e reacendeu o debate sobre a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.
Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/mae-e-padrasto-de-bebe-morto-com-sinais-de-abuso-viram-reus-na-justica


