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São Caetano do Sul

Presos suspeitos de dar apoio logístico a atiradores que baleiam tenente da Rota em SP

Três homens foram detidos em Guaianases por envolvimento no ataque ao tenente Ronickson Pimentel, irmão de Eloá. Dois deles teriam dado suporte aos motociclistas que efetuaram os disparos, ainda foragidos.

Polícia Militar/Reprodução

Raphael Nogueira Felix
28 de junho de 202612:38
Atualizado agora há pouco às 15:38

A Polícia Militar de São Paulo prendeu três homens suspeitos de participação no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, ocorrido no sábado (27/6) em São Caetano do Sul. As prisões foram realizadas em Guaianases, na zona leste da capital. Segundo a corporação, dois dos detidos teriam prestado apoio logístico aos atiradores, que estavam em uma moto e seguem foragidos.

Os presos têm 24, 40 e 52 anos. Um deles confessou ter dado suporte aos executores. Outro também é investigado por envolvimento no apoio à ação criminosa. O terceiro, embora não seja apontado como participante direto da execução, foi considerado peça fundamental para a identificação dos demais envolvidos, conforme nota oficial da PM.

O tenente, que integra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi atingido por um tiro na cabeça enquanto estava parado em um semáforo. O crime foi registrado por câmeras de segurança, que flagraram a dupla de motociclistas se aproximando e efetuando os disparos. A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O estado de saúde de Pimentel é considerado gravíssimo, mas estável, segundo a PM. Ele está sob monitoramento neurológico contínuo. A Polícia Civil investiga a motivação do crime, que, de acordo com o major Marcos Verardino, foi premeditado. “A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza foi premeditado”, afirmou o oficial em entrevista no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

O tenente Pimentel é irmão por parte de mãe de Eloá Pimentel, vítima de um sequestro que terminou em assassinato em 2008, em Santo André. O caso, cometido pelo ex-namorado Lindemberg Alves, foi um dos mais longos da história de São Paulo e teve grande repercussão na época.

As autoridades seguem em busca dos dois atiradores que estavam na moto e ainda não foram localizados. A PM não descarta novas prisões à medida que as investigações avançam. O DHPP coordena os trabalhos para esclarecer todos os detalhes do atentado.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/tenente-baleado-em-sp-presos-deram-apoio-para-atiradores-na-moto

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