O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou que o Brasil não enfrenta um surto de mpox, doença causada pelo vírus MPXV. A declaração foi feita após o estado do Rio de Janeiro registrar 74 casos entre setembro e outubro deste ano. A pasta reforçou o envio de vacinas ao Rio para conter a transmissão e se preparar para as aglomerações de fim de ano.
Em publicação nas redes sociais, Padilha destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém vigilância ativa junto a estados e municípios e está preparado para diagnosticar, tratar e monitorar os casos. «Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano», afirmou o ministro.
Segundo o ministro, a situação atual é bastante diferente da emergência sanitária vivida em 2022. Enquanto neste ano o país contabiliza 665 casos de mpox, em 2022 foram quase 11 mil pessoas infectadas — um aumento de 1.527% na comparação. Ele ressaltou que a vacinação permanece direcionada aos grupos recomendados pelas autoridades de saúde.
A imunização contra a mpox não faz parte da rotina do Programa Nacional de Imunizações (PNI). As doses são aplicadas em públicos específicos, como profissionais de laboratório que manipulam o vírus, pessoas vivendo com HIV em situação de imunossupressão e indivíduos que tiveram contato direto de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados.
A mpox é uma doença viral que voltou a demandar atenção das autoridades sanitárias em 2026. A maioria dos casos registrados neste ano evolui de forma leve, mas o reconhecimento precoce dos sintomas e a compreensão das formas de transmissão são essenciais para evitar a disseminação do vírus.
A infecção costuma começar com manifestações semelhantes às de outras viroses, como febre, dor de cabeça e dores musculares. Em seguida, surgem lesões na pele, caracterizadas por feridas que podem se espalhar pelo corpo. O diagnóstico precoce e o isolamento dos infectados ajudam a interromper a cadeia de transmissão.
O reforço na distribuição de vacinas ao Rio de Janeiro ocorre em um momento de atenção com a proximidade das festas de fim de ano, período que costuma aumentar a circulação de pessoas e o risco de contágio. As autoridades sanitárias reiteram a importância de manter as medidas de prevenção e procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.
A pasta da Saúde segue monitorando a evolução dos casos em todo o território nacional e orienta que a população busque informações nos canais oficiais. A vacinação, conforme destacado pelo ministro, continua focada nos grupos de maior risco, conforme as recomendações vigentes.
Fonte de referência: Saúde – Metrópoles — https://metropoles.com/saude/mpox-governo-reforca-volumes-de-vacina-no-rio-para-lidar-com-alta-de-casos
