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Guarujá

Justiça condena médico e dois homens por execução de paciente em hospital do Guarujá

Tribunal do Júri aplicou penas que somam mais de 65 anos aos três envolvidos na morte de Gilianderson dos Santos, ocorrida em abril de 2022 no litoral paulista.

Médico é condenado a 20 anos de prisão por ajudar PCC em execução de pacienteFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
11 de setembro de 202618:59
Atualizado agora há pouco às 21:59

O Tribunal do Júri de São Paulo condenou o médico Alexandre Pedroso e mais dois homens pelo homicídio de Gilianderson dos Santos, paciente executado a tiros dentro do Hospital Santo Amaro (HSA), no Guarujá, litoral paulista, em abril de 2022. A decisão foi proferida após julgamento popular realizado entre quarta (9) e quinta-feira (10).

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Gilianderson estava internado na unidade após ser alvo de um atentado dois dias antes. Ele seria alvo do chamado tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC). O médico teria adiantado a alta do paciente e mantido contato com os criminosos momentos antes da execução, segundo a apuração.

Pouco depois, dois homens invadiram a recepção do hospital e atiraram contra a vítima, que estava em uma cadeira de rodas. A dupla foi identificada como Sandro Vieira Conceição, conhecido como «Patinho», e Vitor Hugo Assunção, o «Pikachu». Os três respondiam por homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Alexandre Pedroso foi condenado a 20 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial fechado. Sandro, apontado como responsável pelos disparos, recebeu pena de 22 anos, 4 meses e 24 dias. Vitor Hugo, que conduzia a motocicleta usada pela dupla, foi sentenciado a 23 anos e 14 dias de prisão, também em regime fechado.

O médico já havia sido condenado em abril de 2024 a 8 anos e 9 meses de prisão por tráfico de drogas. Em janeiro de 2025, a pena foi reduzida para 7 anos e 6 meses. A nova condenação se soma ao histórico judicial dele.

Em nota, a defesa de Pedroso afirmou que vai recorrer da decisão por considerar que a sentença é «manifestamente contrária à prova dos autos». A reportagem não localizou os advogados de Sandro Vieira Conceição e Vitor Hugo Assunção até a publicação desta matéria, e o espaço segue aberto para eventuais manifestações.

O caso tramita na Justiça paulista e reacende o debate sobre a segurança em unidades de saúde e a atuação de organizações criminosas no litoral de São Paulo. As penas aplicadas somam mais de 65 anos de reclusão aos três condenados.

A defesa do médico informou que pretende apresentar recurso contra a sentença. Não há informações sobre o local onde os condenados cumprirão as penas até o trânsito em julgado.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/medico-ajuda-pcc-morte-paciente

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