Um homem de 26 anos foi identificado pela Polícia Civil como autor de uma série de crimes sexuais contra mulheres no Guarujá, no litoral de São Paulo. A investigação começou após o registro de diversos boletins de ocorrência na cidade.
Segundo a corporação, o suspeito foi localizado pelos agentes e conduzido até uma unidade policial do município. Durante o depoimento, ele confessou a autoria dos crimes e foi reconhecido pelas vítimas.
Apesar da confissão e do reconhecimento, o homem não permaneceu preso em razão do artigo 236 do Código Eleitoral, que restringe a prisão de eleitores nos cinco dias anteriores ao dia da eleição, com exceção de casos previstos em lei.
As investigações apontam que o suspeito abordava as vítimas utilizando uma motocicleta em diferentes regiões do Guarujá. Ele é apontado como autor de pelo menos cinco casos de importunação sexual.
A Polícia Civil informou que prossegue com as apurações e que a autoridade policial representará por um pedido de prisão temporária do investigado, levando em consideração a natureza dos crimes.
O caso gerou repercussão na região e levanta discussão sobre os limites da restrição eleitoral em situações de flagrante ou confissão de crimes graves.
A corporação não detalhou quantas vítimas já prestaram depoimento nem se há outros suspeitos envolvidos. As investigações seguem sob responsabilidade da delegacia local.
A Polícia Civil orienta que novas vítimas procurem a delegacia para registrar boletim de ocorrência e contribuir com as apurações. O sigilo das informações é garantido por lei.
O Metrópoles SP segue acompanhando o caso e trará novas atualizações assim que houver desdobramentos sobre o pedido de prisão temporária e o andamento das investigações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/criminoso-sexual-admite-assedios-mas-nao-e-preso-por-conta-das-eleicoes

