A Polícia Civil de São Paulo indiciou formalmente a empresária Evelyne dos Santos Gonçalves pelos crimes de homicídio qualificado e fraude processual, relacionados à morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ocorrida em 13 de junho durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior paulista. A informação foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (2/7).
Evelyne, que se apresentava como CEO do grupo “Entre Cordas” — responsável pela organização do evento —, estava presa desde 20 de junho. Segundo a delegada Andréa Levy, responsável pelo inquérito, há evidências de que a empresária integrava o núcleo organizacional da atividade, participando da definição de aspectos logísticos, administração dos participantes, divulgação e manutenção da estrutura operacional.
O indiciamento ocorre no âmbito de uma nova linha de investigação, que analisou a conduta de Evelyne e de outros dois presos no caso: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins. Diferentemente da empresária, os dois homens não foram indiciados, e a polícia solicitou a revogação de suas prisões. Para Evelyne, foi pedida a conversão da prisão temporária em preventiva, que será analisada pela Justiça.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) na quarta-feira (1º/7). Em depoimento, Evelyne afirmou que não presenciou o momento do salto, mas ouviu o barulho da queda e percebeu a reação de espanto do público e dos instrutores.
Além dos três citados, permanecem presos os instrutores que efetuaram o arremesso da jovem: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. A Justiça negou pedidos de soltura apresentados pela defesa deles.
Embora essa segunda linha de investigação tenha sido concluída, o inquérito principal sobre o caso segue em andamento. A polícia continua apurando o paradeiro da câmera utilizada pela vítima, que pode conter imagens relevantes do ocorrido.
O caso gerou repercussão e levou o governo de São Paulo a vistoriar locais onde são realizados esportes de aventura e risco, além de o MPSP criar um documento para orientar a prática de modalidades como o rope jump. A tragédia também motivou pedidos de investigação sobre ataques virtuais sofridos pela jovem após sua morte.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ceo-empresa-rope-jump-indiciada


