Um ex-policial militar do Paraná identificado como Rafael Rodrigues de Andrade morreu na noite de quinta-feira (3/9) após um confronto com policiais militares de São Paulo em Araras, no interior paulista. A ocorrência foi registrada em um condomínio residencial localizado no Jardim Cândida.
Andrade era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Paraná. Ele era investigado por suposta participação em um esquema de proteção a traficantes na região sul de Curitiba. A ordem judicial foi emitida no âmbito de investigações que apuram o envolvimento de agentes de segurança com o crime organizado.
Segundo a Polícia Militar de São Paulo, as equipes foram até o local para cumprir o mandado. Durante a abordagem, o ex-militar teria reagido e efetuado disparos contra os agentes. Em seguida, ele se trancou em um apartamento do condomínio.
Os policiais precisaram arrombar a porta do imóvel para prosseguir com a ação. Houve uma nova troca de tiros e Andrade foi atingido por pelo menos três disparos. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Araras, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar a dinâmica do confronto e esclarecer as circunstâncias da morte. O caso segue sob apuração, e as circunstâncias exatas da troca de tiros ainda serão detalhadas pelos investigadores.
O histórico de Andrade inclui uma prisão em 2019, durante a Operação Carnívoro, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) em conjunto com a Polícia Militar do estado. Na ocasião, ele e outros cinco policiais militares foram detidos sob suspeita de integrar um esquema que beneficiava traficantes.
As investigações apontaram que o grupo utilizava a estrutura da corporação para favorecer criminosos, incluindo o uso de viaturas, armas e informações privilegiadas. Também havia indícios de vazamento de dados sigilosos e monitoramento de comunicações internas da PM em troca de propina para proteger pontos de venda de drogas.
Na época da operação, além dos seis policiais, outras 17 pessoas foram presas. O caso gerou repercussão no Paraná e levantou questionamentos sobre a atuação de agentes de segurança em atividades ilícitas.
A morte de Andrade em São Paulo reacende o debate sobre a atuação de ex-agentes de segurança em situações de confronto. A Polícia Civil paulista agora trabalha para esclarecer todos os detalhes do incidente. O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias.
A reportagem tenta contato com a defesa de Rafael Rodrigues de Andrade e com a Polícia Civil do Paraná para obter mais esclarecimentos sobre o caso. O espaço permanece aberto para manifestações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/ex-pm-foragido-pr-morre-tiroteio-pms

