UrgenteJustiça de SP retoma audiência sobre morte de jovem em salto de rope jump em Limeira
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Limeira

Justiça de SP retoma audiência sobre morte de jovem em salto de rope jump em Limeira

Quatro pessoas foram denunciadas por homicídio com dolo eventual; novas testemunhas serão ouvidas nesta quarta-feira.

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu após ser jogada sem cordas durante salto de rope jumpFoto: Reprodução/Redes sociais
Raphael Nogueira Felix
23 de setembro de 202607:40
Atualizado agora há pouco às 10:40

A Justiça de São Paulo dá continuidade, nesta quarta-feira (23/9), à audiência de instrução e julgamento que apura a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na cidade de Limeira, no interior paulista. A jovem caiu de uma ponte sem que a corda de segurança estivesse conectada, em junho deste ano.

Quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado morte. Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves respondem pelo crime com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como CEO da empresa organizadora do salto, também foi denunciada, mas por omissão imprópria e fraude processual.

A primeira etapa da audiência ocorreu na quinta-feira passada (17/9), quando as primeiras testemunhas prestaram depoimento. Nesta quarta, novas testemunhas serão ouvidas. As oitivas dos réus estão previstas para uma fase posterior do processo. Todos os acusados permanecem presos.

Na denúncia apresentada em julho, o MPSP sustentou que os responsáveis pela execução do salto tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas básicas, como conferir a conexão da corda de segurança e realizar a dupla checagem dos equipamentos.

O documento também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Em relação à organizadora do evento, o Ministério Público afirmou que ela tinha o dever de garantir padrões mínimos de segurança e de interromper a atividade diante de condições inadequadas. Segundo a denúncia, ela teria deixado de agir mesmo após tomar conhecimento de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.

A denúncia também atribui a Evelyne a prática de fraude processual por ter determinado a localização da câmera GoPro utilizada pela vítima e a exclusão do conteúdo gravado, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.

O caso segue sob análise da Justiça paulista. A reportagem não localizou manifestação das defesas dos acusados até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-testemunhas-morte-rope-jump

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