O ator Petrônio Gontijo, conhecido por papéis em novelas e filmes de grande audiência, abriu o coração sobre um período difícil de sua vida. Em entrevista recente, ele revelou que desenvolveu síndrome do pânico devido a uma rotina profissional exaustiva, que combinava gravações de televisão, ensaios de teatro e compromissos no cinema.
O mineiro de Varginha, que começou a carreira nos anos 1990 como protagonista da novela "Salomé", contou que os primeiros sinais do transtorno surgiram em forma de suor excessivo e uma sensação constante de desmaio iminente. "Antes de entrar em cena, eu sentia que algo muito errado estava acontecendo", relatou o ator.
O diagnóstico veio após um período de esgotamento físico e emocional. O tratamento inicial incluiu terapia e medicação, mas com o tempo Petrônio conseguiu controlar a síndrome sem remédios, respeitando seus limites e evitando situações de estresse extremo. "Acredito que minha síndrome do pânico tenha sido resultado de um perfeccionismo somado a um excesso de trabalho", explicou.
A experiência de Petrônio reflete uma realidade global: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de ansiedade afetam de 2% a 4% da população mundial. O caso do ator reforça a importância de discutir saúde mental, especialmente em profissões de alto desempenho.
Além dos desafios pessoais, Petrônio também falou sobre as mudanças no mercado audiovisual. Após anos como contratado fixo da Record TV, seu vínculo de exclusividade chegou ao fim. Em vez de ver a situação como negativa, ele enxerga oportunidades: "Tudo é bom quando se abre o mercado de trabalho com projetos consistentes. Acredito que estamos amadurecendo para atuarmos em todos os tipos de plataformas", afirmou.
No cinema, Petrônio viveu um de seus maiores desafios ao interpretar o bispo Edir Macedo nos filmes "Nada a Perder", que se tornaram grandes sucessos de bilheteria no Brasil. Para compor o personagem, ele buscou a essência da figura real sem cair na imitação. "Foi um processo de mergulho criativo para construir uma terceira figura", disse.
O teatro continua sendo uma paixão para o ator, que vê no palco um espaço de reencontro com textos clássicos e colegas de profissão. Aos 58 anos, Petrônio Gontijo afirma ter orgulho da trajetória construída e da pessoa que se tornou, mostrando que a vulnerabilidade também faz parte de uma vida sob os holofotes.
Fonte de referência: O Segredo: Notícias, Relacionamentos, Espiritualidade e Bem-Estar — https://osegredo.com.br/famosos/gala-peso-sucesso-bastidores


