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Iporanga

Propriedade no Vale do Ribeira transforma palmito pupunha em experiência turística e sustentável

A Palmitolândia, em Iporanga, une gastronomia, turismo e preservação ambiental, conquistando prêmio nacional de ESG.

A Palmitolândia, em Iporanga, une gastronomia, turismo e preservação ambiental, conquistando prêmio nacional de ESG. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
13 de junho de 202610:12
Atualizado agora há pouco às 13:12

No coração da Mata Atlântica, uma propriedade rural no Vale do Ribeira transformou o cultivo de palmito pupunha em uma experiência que integra gastronomia, turismo e conservação ambiental. A iniciativa, batizada de Palmitolândia, foi idealizada pela produtora Gabriella Rodrigues e já recebeu reconhecimento nacional.

O empreendimento recentemente conquistou a classificação Ouro na categoria Educação Ambiental e Conscientização do 3º Prêmio ESG, promovido por entidades do setor. O prêmio destaca práticas que aliam desenvolvimento econômico à responsabilidade socioambiental.

Gabriella, que é formada em Comunicação Social e atuou por mais de 15 anos na área, decidiu investir no palmito pupunha como alternativa sustentável ao extrativismo predatório. A história começou no fim dos anos 1990, quando sua família trouxe sementes do Pará para testar o cultivo na região de Iporanga.

O experimento deu certo e, ao longo dos anos, a produtora percebeu a necessidade de agregar valor ao produto, já que o mercado tradicional oferecia baixa remuneração ao agricultor. Surgiu então a proposta de unir gastronomia criativa e turismo de experiência.

Na Palmitolândia, os visitantes participam de vivências gastronômicas, oficinas e conhecem sistemas agroflorestais que combinam o cultivo do palmito com a recuperação da vegetação nativa. O palmito pupunha da região recebeu recentemente o selo de Indicação Geográfica (IG) do Vale do Ribeira.

A preservação ambiental é a base do negócio, com investimentos em economia criativa, colaborativa e circular. A propriedade desenvolve parcerias com artistas e produtores locais, fortalecendo a cadeia produtiva de forma sustentável.

Entre os próximos passos estão a construção da Casa do Palmito, um espaço para oficinas gastronômicas e artísticas, além da ampliação da estrutura de produção e melhoria na hospedagem para receber mais visitantes.

Gabriella destaca a importância da parceria entre iniciativa privada e poder público para expandir iniciativas como essa. “Precisamos fortalecer essa conexão para transformar boas ideias em oportunidades de desenvolvimento”, afirma.

A Palmitolândia se consolida como um exemplo de como o turismo sustentável pode gerar renda, preservar a floresta e valorizar a cultura local, mostrando que o palmito vai muito além de um simples ingrediente de salada.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/palmitolandia-palmito-vale-do-ribeira/

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