O dólar comercial encerrou a quarta-feira (8/7) praticamente estável, cotado a R$ 5,146, com leve variação negativa de 0,07% em relação ao dia anterior. O comportamento da moeda americana refletiu dois fatores principais: a escalada das tensões no Oriente Médio, que impulsionou o preço do petróleo, e a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
No mercado internacional, o petróleo registrou alta significativa após declarações do ex-presidente Donald Trump sobre o cessar-fogo na região. A valorização da commodity beneficiou as ações da Petrobras na Bolsa brasileira, mas não foi suficiente para sustentar o Ibovespa, que fechou em queda.
O principal índice da Bolsa brasileira foi pressionado pela Vale, cujas ações recuaram 4,44%. A mineradora tem um dos maiores pesos no Ibovespa, e suas perdas anularam boa parte do ganho proporcionado pelas petroleiras. O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário externo.
A ata do Fed reforçou as preocupações da autoridade monetária com a inflação persistente e manteve incertezas sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. O documento indicou que o banco central americano segue atento aos riscos inflacionários, o que pode adiar cortes nas taxas.
Analistas avaliam que o cenário global deve continuar volátil, com o Oriente Médio no centro das atenções. A possibilidade de novas interrupções no fornecimento de petróleo mantém os investidores em alerta, enquanto os sinais do Fed sobre juros elevados por mais tempo pressionam moedas emergentes.
No Brasil, os investidores acompanham também a pauta fiscal e as expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A combinação de fatores externos e internos deve manter o mercado cambial sensível nos próximos dias.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/dolar-fecha-estavel-com-ata-do-fed-e-tensao-no-oriente-medio


