Um homem de 36 anos foi morto a tiros na noite de terça-feira (30/6) em frente a uma escola estadual em Santo André, no ABC paulista. A vítima, identificada como André Mancini de Souza, estava no local para buscar a sobrinha, que teria sido ameaçada por duas colegas de 11 e 13 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 18h na porta da Escola Estadual Padre Aristides Greveno, localizada na Vila Camilópolis. A sobrinha de André havia relatado à família que sofrera agressões dias antes e pediu que os parentes fossem buscá-la com medo de novos ataques.
André, a esposa e a mãe da adolescente foram até a unidade de ensino. No local, encontraram uma das supostas agressoras. A situação rapidamente se transformou em uma briga generalizada, com a participação de outras pessoas. Funcionários da escola tentaram conter a confusão, mas não conseguiram evitar o desfecho violento.
Durante o tumulto, um homem agrediu a esposa de André com golpes de capacete. Ao intervir para proteger a companheira, André foi atacado pelo mesmo indivíduo. Houve troca de socos entre os dois, e o agressor se afastou, retornando minutos depois armado com uma pistola. Ele disparou contra André, atingindo-o no tórax e na virilha, e fugiu em uma motocicleta preta.
A vítima foi socorrida e levada a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Santo André como homicídio.
Na quarta-feira (1º/7), o suspeito, identificado apenas como Aldeir, se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado e foi preso. Em depoimento, ele afirmou que passava de moto pelo local quando viu a briga e decidiu intervir, supondo que uma injustiça estava sendo cometida contra uma das envolvidas. Ele alegou que usou o capacete para golpear pessoas que participavam da confusão, mas negou a intenção de matar.
A Polícia Civil informou que Aldeir já possui outras duas passagens criminais. A motivação exata do crime ainda é investigada, e as autoridades buscam esclarecer a dinâmica dos fatos. A escola não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.
O caso reacende o debate sobre a segurança nas imediações de instituições de ensino e a escalada de violência em conflitos que envolvem familiares de alunos. A comunidade local está abalada com o episódio, que ocorreu em plena luz do dia e foi presenciado por dezenas de pessoas, incluindo crianças.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tio-morto-escola-briga-estudantes


