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Limeira e Cordeirópolis

CEO de grupo de rope jump nega responsabilidade em carta após indiciamento por morte

Evelyne dos Santos Gonçalves, indiciada por homicídio qualificado, afirma que não participava das decisões operacionais do evento que resultou na morte de uma estudante.

Evelyne dos Santos Gonçalves, CEO do grupo de rope jump, nega responsabilidade em carta após ser indiciada por homicídio qualificado pela morte de estudante. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
6 de julho de 202620:56
Atualizado agora há pouco às 23:56

A Polícia Civil indiciou a CEO de um grupo de rope jump, Evelyne dos Santos Gonçalves, por homicídio qualificado e fraude processual após a morte de uma estudante de 21 anos durante um salto na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. Em uma carta divulgada, ela nega ser responsável pela organização do evento e afirma que sua atuação se limitava à divulgação e ao atendimento dos participantes.

Na carta, Evelyne diz que trabalhava como freelancer havia cerca de oito meses e que não participava das decisões relacionadas à realização dos eventos. "Eu não tinha poder de decisão sobre a realização dos eventos, não fazia contratações, não realizava pagamentos, não coordenava funcionários e nem participava das decisões sobre montagem, manutenção, funcionamento dos equipamentos ou questões de segurança", escreveu.

Ela atribui a responsabilidade pela organização, planejamento e decisões a Luís Felipe Feliciano Egoroff, que, segundo ela, coordenava as equipes e definia a estrutura para os saltos. Ainda de acordo com a carta, os pagamentos dos participantes eram direcionados diretamente a Egoroff, sem que ela tivesse acesso aos valores.

A versão apresentada por Evelyne contrasta com as conclusões da Polícia Civil. No relatório final do inquérito, a delegada Andréa Levy afirma que há elementos que apontam para uma atuação mais ampla da investigada. Segundo a investigação, ela integrava o núcleo organizacional, participando da definição de aspectos logísticos, administração dos participantes, divulgação e manutenção da estrutura operacional.

A morte da estudante Maria Eduarda ocorreu quando ela caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros, sofrendo politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O caso ganhou repercussão após a polícia apontar que a CEO teria priorizado recuperar uma câmera GoPro a socorrer a vítima.

Evelyne foi presa sete dias após a tragédia. Além dela, outras duas pessoas foram detidas, mas não foram indiciadas. A polícia pediu a revogação da prisão delas. Já para Evelyne, foi solicitada a conversão da prisão temporária em preventiva.

O inquérito foi enviado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) no início de julho. A delegada destacou que há "elementos que demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade". A defesa da investigada ainda não se manifestou sobre o indiciamento.

O caso reacendeu o debate sobre a segurança em atividades de aventura e a responsabilidade dos organizadores. A polícia continua investigando as circunstâncias do acidente e as condutas dos envolvidos.

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Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nao-tinha-poder-de-decisao-diz-ceo-de-grupo-de-rope-jump-em-carta

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