A Polícia Civil de São Paulo prendeu na noite desta terça-feira (21) Maria Francileide Nunes Moreira do Nascimento, viúva do policial civil Arnaldo José Nascimento, assassinado em janeiro de 2025. Ela é apontada como mandante do crime. A detenção ocorreu em Guarulhos, na Grande São Paulo, por policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE).
De acordo com a investigação, Maria Francileide teria pago R$ 200 mil para que o marido fosse morto. O crime aconteceu no dia 6 de janeiro, dentro de uma gráfica em São Miguel Paulista, zona leste da capital. Inicialmente tratado como latrocínio, o caso mudou de rumo após a polícia descobrir indícios de que a esposa da vítima teria orquestrado o homicídio.
A Justiça decretou a prisão preventiva da mulher na segunda-feira (20), e ela passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (22).
A trama foi revelada pelo executor do crime, Ronaldo da Silva, conhecido como 'Tatu', que afirmou ter sido contratado pela viúva para matar o policial. Ele e seu comparsa, Douglas Cabral de Oliveira, também estão presos.
Segundo as investigações, Maria Francileide teria tentado antes envenenar o marido com 'chumbinho', mas o plano não funcionou. A motivação estaria ligada à sociedade que o casal mantinha na gráfica onde o crime ocorreu.
O caso foi investigado pela 7ª Cerco Leste. A polícia continua apurando detalhes da participação de outros possíveis envolvidos.
A prisão da viúva ocorre semanas após a confissão do atirador, que detalhou o planejamento e a execução do homicídio. A defesa de Maria Francileide ainda não se manifestou publicamente.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/viuva-de-policial-civil-e-presa-suspeita-de-planejar-assassinato


