Investigação do Metrópoles revela detalhes do esquema usado por um grupo criminoso conhecido como «ninjas», que atua em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, para enviar drogas em aviões a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo. Mensagens de WhatsApp obtidas pela reportagem mostram como os suspeitos organizavam a atuação.
Segundo os diálogos, os integrantes do grupo dividiam funções específicas: alguns eram responsáveis por mapear áreas vulneráveis do terminal, outros observavam a movimentação no entorno, e havia ainda quem garantisse a segurança dos demais com armas de grosso calibre. As conversas indicam que o grupo monitorava pontos de acesso e acompanhava a rotina do aeroporto para evitar a ação policial.
A comunicação ocorria em um grupo chamado «Sem luta não a [sic] conquista», no qual os criminosos publicavam fotos e determinavam as tarefas de cada membro. A reportagem não especificou a data exata em que os diálogos foram trocados.
A apuração aponta que a base do esquema fica na Comunidade Portugal, localizada nos arredores do aeroporto. De lá, os suspeitos traçavam estratégias para introduzir fardos de cocaína em aeronaves que partiam do terminal.
A Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) já prendeu sete pessoas ligadas ao esquema. A polícia também investiga a possível participação de funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, que poderiam facilitar o embarque da droga.
Em 31 de julho, dez criminosos armados com fuzis entraram em confronto com agentes da Polícia Federal durante uma tentativa de embarque de cocaína. A troca de tiros reforçou a suspeita de que o grupo agia com planejamento e tinha acesso a informações privilegiadas sobre a operação do aeroporto.
As autoridades seguem analisando o material apreendido e as mensagens obtidas para identificar outros envolvidos e entender a extensão do esquema. A investigação busca apurar se havia conivência de funcionários do terminal e como a quadrilha conseguia burlar a segurança do local.
A reportagem entrou em contato com a assessoria do aeroporto e com a Polícia Federal para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/como-funciona-divisao-tarefas-ninjas-guarulhos

