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Guarulhos

Mensagens revelam como quadrilha planejava envio de drogas no aeroporto de Guarulhos

Conversas obtidas pelo Metrópoles mostram a divisão de funções entre criminosos que atuam na Comunidade Portugal, em Guarulhos, para embarcar cocaína em voos.

Criminosos mantém vigilância e as atividades no aeroporto de Guarulhos para introduzir cocaína em aviões. Cedido ao Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
17 de agosto de 202602:57
Atualizado agora há pouco às 05:57

Investigação do Metrópoles revela detalhes do esquema usado por um grupo criminoso conhecido como «ninjas», que atua em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, para enviar drogas em aviões a partir do Aeroporto Internacional de São Paulo. Mensagens de WhatsApp obtidas pela reportagem mostram como os suspeitos organizavam a atuação.

Segundo os diálogos, os integrantes do grupo dividiam funções específicas: alguns eram responsáveis por mapear áreas vulneráveis do terminal, outros observavam a movimentação no entorno, e havia ainda quem garantisse a segurança dos demais com armas de grosso calibre. As conversas indicam que o grupo monitorava pontos de acesso e acompanhava a rotina do aeroporto para evitar a ação policial.

A comunicação ocorria em um grupo chamado «Sem luta não a [sic] conquista», no qual os criminosos publicavam fotos e determinavam as tarefas de cada membro. A reportagem não especificou a data exata em que os diálogos foram trocados.

A apuração aponta que a base do esquema fica na Comunidade Portugal, localizada nos arredores do aeroporto. De lá, os suspeitos traçavam estratégias para introduzir fardos de cocaína em aeronaves que partiam do terminal.

A Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) já prendeu sete pessoas ligadas ao esquema. A polícia também investiga a possível participação de funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, que poderiam facilitar o embarque da droga.

Em 31 de julho, dez criminosos armados com fuzis entraram em confronto com agentes da Polícia Federal durante uma tentativa de embarque de cocaína. A troca de tiros reforçou a suspeita de que o grupo agia com planejamento e tinha acesso a informações privilegiadas sobre a operação do aeroporto.

As autoridades seguem analisando o material apreendido e as mensagens obtidas para identificar outros envolvidos e entender a extensão do esquema. A investigação busca apurar se havia conivência de funcionários do terminal e como a quadrilha conseguia burlar a segurança do local.

A reportagem entrou em contato com a assessoria do aeroporto e com a Polícia Federal para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/como-funciona-divisao-tarefas-ninjas-guarulhos

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