A Prefeitura de Mogi das Cruzes registrou arrecadação de R$ 850,7 milhões nos primeiros quatro meses de 2026, volume que representa cerca de 32% da previsão anual de R$ 2,6 bilhões. Os números foram divulgados durante audiência pública de prestação de contas realizada na manhã desta quarta-feira (27/05) na Câmara Municipal.
Entre as receitas que mais contribuíram para o resultado estão o IPTU (R$ 133,2 milhões), o ISS (R$ 96,3 milhões) e as transferências estaduais e federais, como ICMS (R$ 147,6 milhões), IPVA (R$ 115,3 milhões) e Fundeb (R$ 143,9 milhões). O balanço inclui dados da administração direta e das autarquias Semae e Iprem.
Do total arrecadado com impostos e transferências no quadrimestre (R$ 628,5 milhões), a educação recebeu R$ 294,6 milhões em empenhos, o equivalente a 46,87% — bem acima do mínimo constitucional de 25%. Já a saúde teve R$ 271 milhões reservados, correspondendo a 43,12% da receita, superando os 15% exigidos por lei.
As despesas com pessoal ficaram em 37,23% da Receita Corrente Líquida, abaixo dos limites de alerta (48,6%), prudencial (51,3%) e máximo (54%) estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A Dívida Consolidada do município fechou o período em R$ 621 milhões, aproximadamente 27% da Receita Corrente Líquida dos últimos 12 meses, patamar muito inferior ao teto de 120% fixado pelo Senado Federal.
O secretário municipal de Finanças, Robson Senziali, destacou o acompanhamento diário das contas para manter o equilíbrio entre receitas e despesas, mencionando a nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), indicador do Tesouro Nacional que avalia a saúde fiscal dos municípios.
As autarquias também apresentaram seus balanços. O Semae arrecadou R$ 105,5 milhões no quadrimestre, 31,6% da meta anual e 4,5% a mais que no mesmo período de 2025 (já descontada a inflação, o crescimento real foi de 0,8%). O diretor-geral, José Luiz Furtado, respondeu a questionamentos dos vereadores sobre os serviços prestados.
O Iprem, por sua vez, registrou receita de R$ 84,1 milhões (29% da estimativa anual) e despesas empenhadas de R$ 72,9 milhões (25% do previsto para o ano). O diretor-superintendente, Luiz Fernando Prado de Miranda, apresentou os dados da previdência municipal.
A próxima audiência pública de avaliação das metas fiscais está prevista para o fim de setembro, quando será analisado o segundo quadrimestre de 2026 (maio a agosto). As audiências são exigidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal como mecanismo de transparência na gestão pública.
Fonte de referência: www.mogidascruzes.sp.gov.br — https://www.mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/gestao-financeira-garante-arrecadacao-dentro-da-previsao-orcamentaria



