A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, está reforçando as orientações sobre a diabetes gestacional, uma condição que pode surgir durante a gravidez e trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. A doença, muitas vezes assintomática, está relacionada a fatores como sobrepeso, obesidade e sedentarismo, e é tema constante do trabalho das equipes de saúde que acompanham as gestantes na cidade.
O pré-natal na rede municipal começa assim que a gravidez é confirmada, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs). A partir da 30ª semana de gestação, as pacientes são encaminhadas ao programa Mãe Mogiana, que oferece consultas médicas e de enfermagem, atendimento psicológico, exames laboratoriais, ultrassonografia, cardiotocografia e outros procedimentos conforme a necessidade de cada gestante.
De acordo com a secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, o Mãe Mogiana também acompanha as gestações de alto risco desde o início. O programa agora conta com uma estrutura ampla e moderna dentro da Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança Leila Caran Costa, que começou a receber pacientes no dia 25 de maio.
A diabetes gestacional ocorre quando o organismo da mulher não consegue produzir ou utilizar adequadamente a insulina durante a gravidez, elevando os níveis de glicose no sangue. Embora, na maioria dos casos, a condição desapareça após o parto, o acompanhamento adequado é fundamental para evitar complicações durante a gestação.
Entre os principais fatores de risco estão idade materna acima de 35 anos, excesso de peso, obesidade, histórico familiar de diabetes, hipertensão arterial e gravidez anterior com bebê de peso elevado ao nascer. Como nem sempre apresenta sintomas, o diagnóstico é feito por meio dos exames realizados durante o pré-natal.
Quando não controlada, a diabetes gestacional pode aumentar o risco de parto prematuro, hipertensão, pré-eclâmpsia e necessidade de cesariana. Para o bebê, as possíveis complicações incluem crescimento excessivo dentro do útero, dificuldades respiratórias ao nascer, hipoglicemia neonatal e maior predisposição ao desenvolvimento de obesidade e diabetes ao longo da vida.
Na maioria dos casos, a doença pode ser controlada por meio de alimentação equilibrada, prática de atividade física orientada e acompanhamento médico regular. Em algumas situações, também pode ser necessária a utilização de medicamentos. A alimentação saudável é uma das principais aliadas no controle da glicemia.
Na Maternidade, o Mãe Mogiana oferece acompanhamento com nutricionista e psicólogo, profissionais que auxiliam a gestante na adoção de hábitos saudáveis e contribuem para uma gestação mais segura e tranquila. A secretária reforça a importância de não faltar às consultas e aos exames para identificar precocemente qualquer alteração.
A Maternidade e Hospital da Mulher e da Criança começou a atender as pacientes do Mãe Mogiana no dia 25 de maio, com consultas e exames. Nos meses de junho e julho, terá início a fase dois, com testes de fluxos e protocolos clínicos para garantir segurança na fase três, que começa em agosto, com os partos agendados. No dia 31 de agosto, ocorre a abertura completa do centro obstétrico, com o início dos atendimentos de urgência, emergência obstétrica e partos de alto risco.
Fonte de referência: www.mogidascruzes.sp.gov.br — https://www.mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/prefeitura-destaca-cuidados-para-evitar-diabetes-gestacional-e-reduzir-riscos-para-mamaes-e-bebes


