UrgenteClassificação azul passa a ser adotada em hospitais de Mogi para organizar fluxo de pacientes
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Mogi das Cruzes

Classificação azul passa a ser adotada em hospitais de Mogi para organizar fluxo de pacientes

A Prefeitura de Mogi das Cruzes implantou a classificação de risco azul do Protocolo de Manchester no Pró-Criança e no Hospital Municipal, medida que prioriza casos graves e direciona pacientes não urgentes para a Atenção Básica.

Nova cor da classificação de risco no Pró-Criança tornará o fluxo de atendimento ainda mais organizado. Foto: Divulgação/PMMC

Raphael Nogueira Felix
17 de junho de 202616:40
Atualizado agora há pouco às 19:40

A Prefeitura de Mogi das Cruzes deu início à implementação da classificação de risco azul do Protocolo de Manchester nos serviços de triagem do Pró-Criança e do Hospital Municipal Prefeito Waldemar Costa Filho. A novidade amplia o sistema de cores usado nessas unidades, que até então contava apenas com as categorias verde, amarelo, laranja e vermelho.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, a adoção da cor azul tem dois objetivos principais: acelerar o atendimento dos pacientes com quadros mais graves e, ao mesmo tempo, oferecer vagas imediatas em consultas na Atenção Básica para aqueles que podem aguardar um pouco mais. A medida busca tornar o fluxo mais eficiente e humanizado.

O Protocolo de Manchester é um método internacional de triagem que organiza o atendimento hospitalar com base na gravidade clínica, e não pela ordem de chegada. Ele é utilizado em toda a rede municipal de saúde e classifica os pacientes em cinco níveis de risco, cada um representado por uma cor. A inclusão do azul completa o espectro de classificação nessas duas unidades.

Na prática, quando um paciente chega ao Pró-Criança, no bairro Mogilar, ou ao Hospital Municipal, em Braz Cubas, ele passa por uma avaliação de enfermagem. São considerados a queixa principal, os sinais vitais, os sintomas e a escala de dor. A partir dessa análise, é definida a cor correspondente e, se for o caso, o encaminhamento para uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Com a classificação azul, os casos considerados não urgentes poderão ser acolhidos e orientados de forma mais adequada, com a oferta de uma vaga para consulta em uma UBS. Isso fortalece a integração entre os diferentes níveis de atenção da rede municipal e evita que pessoas com problemas simples fiquem horas em prontos-socorros.

A secretária municipal de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi, destacou que a iniciativa contribui para reduzir a sobrecarga dos serviços de urgência e emergência. “O objetivo é garantir que os pacientes com maior gravidade sejam atendidos com ainda mais agilidade, sem deixar de acolher aqueles que apresentam condições menos urgentes”, afirmou.

Pelo Protocolo de Manchester, os tempos máximos de espera para cada cor são: vermelho (emergência) – atendimento imediato; laranja (muito urgente) – até 10 minutos; amarelo (urgente) – até 60 minutos; verde (pouco urgente) – até 120 minutos; azul (não urgente) – até 240 minutos, podendo ser encaminhado para a Atenção Básica.

A medida já está em vigor e deve beneficiar a população que busca atendimento nessas unidades, especialmente em momentos de maior demanda. A expectativa da administração municipal é que a reorganização do fluxo traga mais rapidez e qualidade no cuidado aos pacientes.

Fonte de referência: www.mogidascruzes.sp.gov.br — https://www.mogidascruzes.sp.gov.br/noticia/prefeitura-de-mogi-implanta-classificacao-azul-na-triagem-do-pro-crianca-e-do-hospital-municipal

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