O ex-vereador de São Paulo Milton Leite, detido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, precisou de atendimento médico após apresentar um pico de pressão no Fórum de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, neste sábado. A informação foi confirmada pelo advogado Aloisio Lacerda Medeiros.
Segundo a defesa, após o atendimento, o ex-vereador participou normalmente da audiência de custódia, na qual foi mantida a prisão temporária. «A audiência foi realizada normalmente», declarou o advogado ao ser questionado sobre o caso.
O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para obter posicionamento sobre a ocorrência e aguarda retorno. Milton Leite está preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, instalada no 1º Distrito Policial, região próxima a hospitais como o Luzia de Pinho Melo, uma das referências do município.
A prisão do ex-vereador ocorreu após ele se apresentar, na sexta-feira, na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Ele era considerado foragido depois de ter estabelecido um prazo de 24 horas para se entregar, o que não foi cumprido inicialmente.
Ao deixar a delegacia, Milton Leite negou as acusações e afirmou confiar na Justiça. «Eu não cometi nenhum crime e nada devo. Eu nego todas as acusações e tenho convicção de que sou inocente. Eu acredito na justiça, no trabalho da polícia», disse. Ele acrescentou que cumpriu a decisão judicial e se apresentou conforme prometido.
Durante as buscas realizadas na manhã de sexta-feira, antes da entrega do ex-vereador, a Polícia Civil localizou R$ 280 mil e US$ 89 mil — cerca de R$ 457 mil pelo câmbio do dia — na casa de um assessor ligado a ele. O valor total encontrado chega a aproximadamente R$ 737 mil.
A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo. A operação, batizada de Vectura Corrupta, foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com o delegado Fabricio Intelizano, os investigados ficarão presos por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual período. As investigações prosseguem para apurar a participação de cada suspeito no esquema.
Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira está entre os alvos e foi preso na quinta-feira. Outros 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital paulista, no interior e no litoral do estado.
O ex-vereador, que exerceu sete mandatos na Câmara Municipal de São Paulo, é presidente estadual do União Brasil. A defesa sustenta que ele é inocente e que aguardará as decisões da Justiça.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pico-de-pressao-levou-milton-leite-a-hospital-afirma-defesa-do-ex-vereador

